SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Em pronunciamento, Temer anuncia ataques à Previdência e a direitos trabalhistas e congelamento de investimentos públicos

Recém-empossado presidente, sem o respaldo do voto popular, Michel Temer (PMDB), em seu primeiro pronunciamento em rede nacional, deu mais uma demonstração de que os próximos momentos serão de fundamental mobilização dos trabalhadores. As propostas de reformas da Previdência e trabalhista representam o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores iniciados já com Dilma Rousseff (PT) e acelerados durante a interinidade de Temer.

 

As tentativas de atacar os servidores públicos, retirar direitos dos trabalhadores celetistas, enfraquecer o serviço público e acelerar os processos de privatização já começaram, impulsionadas, por exemplo, pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pelos demais apoiadores de Temer, ansiosos por mais lucroque só pode ser obtido tirando dos trabalhadores, seja diretamente, com menos salário e direitos, seja indiretamente, com o esfacelamento dos serviços oferecidos pelo Estado à população.

 
Em seu pronunciamento, Temer falou abertamente em “limites para os gastos públicos”, em “reformar a previdência social” em “modernizar a legislação trabalhista”, o que, na prática, significa mais ajuste fiscal, mais arrocho, mais dificuldade para se aposentar e novos ataques aos direitos dos trabalhadores. Tudo isso precisará ser enfrentado no próximo perí­odo.

 
Ataques já eram enfrentados sob o governo Dilma

 
Algumas dessas medidas já eram propostas pelo governo de Dilma Rousseff. O PLP 257/2016, por exemplo, foi enviado ao Congresso ainda por ela, propondo diversas medidas com duros ataques aos trabalhadores e ao serviço público. A mobilização de diversas categorias de trabalhadores enfrentou esse e outros projetos e, no caso do PLP 257/2016, conseguiu amenizar as medidas propostas. Esse projeto continuará sendo enfrentado, agora no Senado.

O combate às “reformas” pretendidas por Temer deve unificar a classe trabalhadora desde já. Será um enfrentamento duro a um governo ilegí­timo e que pode causar sérios danos a curto, médio e longo prazos à maioria da população brasileira. Além disso, nos meses de interinidade, foi possí­vel ver que, aliado ao Congresso mais conservador da história do paí­s e com o suporte de importantes setores da mí­dia, Temer pretende implementar essas mudanças rapidamente, o que também afetará de forma fulminante os trabalhadores.

 
Para o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, “a combatividade demonstrada pela categoria contra os ataques de Dilma precisará ser intensificada agora, para enfrentar as medidas já anunciadas por Temer, que assume buscando aprofundar e acelerar o ajuste fiscal já iniciado no governo anterior”.