O Sintrajufe/RS, representado pelo diretor Cristiano Moreira e pelo diretor de base Rodrigo Mércio (eleito para a próxima gestão do sindicato), está na Câmara de Deputados, junto a centenas de trabalhadores de diversas entidades e categorias do serviço público, na mobilização contra o PLP 257/16. A proposta é um brutal ataque aos servidores e prevê, entre outros pontos, congelamento de salários, proibição de contratações e precarização do funcionalismo nas esferas federal, estadual e municipal.
Sessão da Câmara dos Deputados foi convocada com esse item na pauta, mas a votação não ocorrerá nesta segunda-feira, 2, por falta de quórum. No entanto, a base do governo interino de Michel Temer (PMDB) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), buscam acelerar votação do projeto. É uma batalha na qual teremos muita dificuldade, diante da pressão de governadores de diversos estados. A votação pode ocorrer na sessão de amanhã ou na quarta-feira. Quanto mais adiar, melhor. Nesse meio tempo, seguimos cobrando e pressionando todas as bancadas , afirma Cristiano.
Por enquanto, o PSB declarou posição contrária ao PLP 257. Outras bancadas, como o PSDB, aceitam retirar alguns itens importantes, como o art. 18, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal e infla os gastos com pessoal.
Nossa luta é pela rejeição integral do projeto, enfrentando inimigos poderosos mais uma vez. Querem que nossos direitos sejam a moeda para pagar uma dívida ilegítima, já paga e que se negam a auditar! A mobilização unificada dos servidores é a única arma que temos para barrar esse e os próximos ataques a nossos direitos , ressalta o dirigente.
Além do PLP 257, outros projetos tramitam no Congresso Nacional contendo ataques aos servidores. Na manhã desta terça-feira, 2, a CCJ da Câmara deve votar o relatório da PEC 241, que cria teto para os gastos públicos por 20 anos, e, em breve, Temer deve apresentar uma proposta de Reforma da Previdência. Está na hora de mostrar ao governo que não estamos brincando quando dizemos que não vamos aceitar pagar a conta da crise , conclui Cristiano.









