O relógio marcava 19h35min do dia 29 de junho de 2016 quando os servidores que acompanhavam a sessão do plenário do Senado explodiram em festa pela aprovação do projeto salarial que repõe parte das perdas salariais dos trabalhadores do Judiciário Federal. Não faltaram abraços e lágrimas na comemoração. Pouco depois, seria aprovado também o projeto do MPU. O momento coroava a mais espetacular luta já desenvolvida pela categoria, cujo ápice, na greve do ano passado, envolveu a participação de dezenas de milhares de servidores, em todos os estados, todas as capitais, todas as regiões e centenas de cidades do país.
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Dias tensos
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Nestas últimas semanas, os servidores viveram momentos tensos no Congresso Nacional. Havia resistência em setores expressivos de senadores, das bases governistas e, veladamente, da oposição, e dentro do próprio governo interino. Na sessão da Comissão de Assuntos Econômicos da quarta-feira, 21, quando tudo parecia encaminhado para avançar, o senador Jorge Viana (PT-AC) apresentou um parecer para o PLC 29/2016 na medida para que fosse pedido vista e a proposta não avançasse.
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As ações do Supremo Tribunal Federal nesse novo entravea ausência básica de dados sobre o impacto financeiro e a posterior inclusão de recursos para o projeto dos magistradossão coisas sobre as quais a Presidência e a direção-geral da instância máxima da Justiça no Brasil devem explicações aos servidores. A intenção de colar o projeto dos juízessegmento que acumula uma série de benefícios e aumentosficou evidente para muitos.
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Pressão na reta final
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Foi neste cenário que a iniciativa das direções sindicais estaduais, de servidores da base da categoria e da Fenajufe, que se encontravam no Senado (entre eles a delegação enviada pelo Sintrajufe/RS), decidiram convocar uma reunião emergencial para traçar um plano de atuação que vencesse os novos obstáculos. Da reunião, não reconhecida até hoje por alguns dirigentes cutistas da federação, saiu o alerta, a proposta de indicativo de greve caso as propostas não fossem aprovadas, e a convocação da caravana a Brasília. A volta dos servidores em maior número fez a diferença.
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Contornou o suposto impasse criado pelo STF na CAE, pressionou o governo interinoque articula projetos que vão do congelamento salarial e fim dos concursos públicos à idade mínima de 70 anos para aposentadoriae colocou os senadores numa saia justa: como não votar os projetos salariais?
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Não havia as multidões que tomaram o gramado do Congresso no ano passado. Não havia o ensurdecedor barulho das vuvuzelas. Mas os milhares de servidoresem Brasília ou nos seus estadose o som vibrante das cornetas que, em 2015, por poucos votos não derrubaram o veto da presidente ao projeto desejado e que asseguraram a aprovação da previsão orçamentária simbolicamente estavam lá a pressionar os parlamentares. Sem eles, não haveria o que votar.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









