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Na tarde desta quarta-feira, 8, houve reunião de lideranças do Senado. O relato, segundo informa o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida, que acompanha, em Brasília, o andamento do PL 2.648/25, é que a discussão ficou focada na negociação com governadores. A suspeita é de que um dos temas tratados tenha sido a elevação do teto do funcionalismo, por meio do reajuste para os ministros do STF.
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), falou em entrevista coletiva que quer uma manifestação do ministro da Fazenda do governo interino, Henrique Meirelles, a respeito dos reajustes salariais dos servidores. Depois, no plenário, o senador afirmou: “Acho que, primeiro, antes da tramitação desse projeto, precisamos que o Ministério da Fazenda nos responda uma pergunta: nós votamos o déficit equivocadamente e, assim, não podemos dar salário, aumentar teto e nem criar cargo? Ou não foi equivacadamente e podemos fazer tudo isso? Acho que o Senado precisa, primeiro, que essa questão seja respondida”.
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“É um claro jogo de cena, no qual se busca enrolar a situação, pois aqui todos sabem que os projetos estão abrangidos pelo cálculo do déficit. Há um claro tensionamento em relação à criação de cargos e ao aumento do teto do funcionalismo, o que não é assunto nosso”, explica Ruy.
Servidores consideram inaceitáfel a postura de Renan
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A postura do senador irritou e revoltou servidores, que defenderam uma firme reação da categoria em mensagens nas redes sociais (veja AQUI e-mails e páginas de Facebook dos senadores). É a segunda vez que o presidente do Senado interfere, explicitamente, contra um projeto da categoria. No ano passado, conduziu de forma apressada e incomum a votação na sessão do Congresso que apreciou o veto da presidente Dilma Rousseff (PT), hoje afastada, ao PLC 28. Por apenas seis votos, o veto não foi derrubado na Câmara.
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O secretário-geral da Mesa do Senado informou que Renan avocou todos os projetos, inclusive os 2.648 e 6.697, e disse que não libera autuação e tramitação enquanto o ministro da Fazenda não explicar como tem um déficit de $ 170 bilhões e ao mesmo tempo o governo dá reajuste generalizado para servidores e juízes , relatou o coordenador da Fenajufe Adilson Rodrigues, que considera inaceitável mais esse impasse contra os projetos que quebram o congelamento, mas nem ao menos repõem as perdas passadas.
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Para Ruy Almeida, o discurso de algumas lideranças sinaliza o risco de envio dos projetos para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), tradicional “gaveteiro” de propostas com impacto financeiro que beneficiem trabalhadores. Estamos pressionando os senadores para destravar essa questão , disse Ruy, ao defender a mobilização dos trabalhadores. “Precisamos começar a pressionar os senadores como fizemos no ano passado, é hora de infernizar nas redes sociais e pensar em mobilização. Até o momento, ainda nada de autuarem o PL, mas há informações de que deve ser lido em plenário ainda hoje. Seguimos na luta”, finaliza.
Sintrajufe/RS, com informações de Sintrajud/SP, por Hélcio Duarte Filho; e Agência Senado









