Em uma videoconferência realizada nessa quinta-feira, 2, o novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim, iniciou uma perigosa perseguição política e ideológica aos servidores da Controladoria Geral da União (CGU), em Brasília e nos estados. Na transmissão, realizada como apresentação do ministro aos servidores, ele afirmou que os trabalhos na pasta exigem “compatibilidade política, filosófica e ideológica” com o governo interino de Michel Temer (PMDB).
O ministro tem enfrentado protestos de servidores insatisfeitos com a absorção da CGU pelo ministério. Na videoconferência, ele sugeriu, ainda, que quem não tiver essa compatibilidade deve pedir exoneração. Torquato Jardim assumiu a Transparência, Fiscalização e Controle após a divulgação de áudios em que seu antecessor, Fabiano Siliveira, aconselha o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre como agir em relação à Operação Lava-Jato.
O posicionamento do novo ministro configura uma clara tentativa de intimidação e de perseguição política aos servidores da pasta. Por isso, deve ser repudiado por todo o funcionalismo público, que não tem qualquer obrigação política ou ideológica com qualquer governo e não pode receber cobrança nesse sentido.









