Depois da vitória conquistada pela categoria, com a aprovação na Câmara do PL 2.648/15, várias notícias circularam na mídia comercial com críticas ao projeto. Novamente, a desinformação foi levada à população, com a confusão entre salários de magistrados e servidores. Por esse motivo, o Sintrajufe/RS distribuiu, nesta quinta-feira, 2, nota à imprensa, buscando esclarecer questões sobre o projeto.
NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE REAJUSTE DO JUDICIÁRIO
No dia 1º de junho, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto 2.648/15, de reposição salarial dos servidores do Judiciário Federal. Tão logo foi aprovado, diversos veículos de comunicação publicaram a informação, mas de maneira que, entendemos, gera confusão entre os leitores.
O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no RS (Sintrajufe/RS) vem a público esclarecer o seguinte:
1. O projeto 2.648/15, aprovado no dia 1º de junho de 2016, refere-se à reposição salarial dos servidores do Judiciário Federal. Não há qualquer vinculação com os salários de magistrados (juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores).
2. Os servidores do Judiciário Federal estão sem reajuste nos vencimentos desde 2006. Nesses dez anos, as perdas salariais chegam a 55%.
3. O projeto aprovado não reporá as perdas do período, pois atingirá, no máximo, 41% de reposição salarial; esse percentual será pago em parcelas e só será integralizado em 2019 (ou seja, não há previsão de reposição da inflação dos próximos três anos).
4. Diferentemente dos servidores, os magistrados, além de receberem mais de R$ 4 mil mensais em auxílio-moradia, tiveram mais de 10% de reajuste em 2015 e conseguiram aprovar mais um, reescalonado, de 16%.
5. É uma falsa polêmica colocar a culpa pela crise nos ombros dos servidores públicos, principalmente quando diversas categorias estão com salários congelados há vários anos.
O Sintrajufe/RS defende a qualidade do serviço prestado à população e entende que isso passa pela valorização do servidor público.









