SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Senador Romero Jucá confirma aval de “futuro governo” à aprovação de projetos salariais, inclusive o PL 2.648/15; pressão será fundamental

Nos últimos dias, um grupo de dirigentes sindicais, entre eles o diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida, tem atuado em Brasí­lia em busca da votação do PL 2.648/2015 na Câmara dos Deputados. Em meio às conversas com diversos parlamentares, o diretor do Sintrajud/SP Antonio Melquí­ades (Melqui) recebeu do senador Romero Jucá (PMDB-RR) a informação de que haveria um “aval” do “futuro governo”sob uma possí­vel presidência de Michel Temerpara a reposição salarial de todo o funcionalismo federal, incluindo os servidores do Judiciário. Segundo ele, os PLs todos seriam votados em conjunto nos próximos dias.

 

O diretor do Sintrajufe/RS Ruy Almeida esteve, desde o iní­cio da semana, acompanhando as movimentações em Brasí­lia e buscando contato com parlamentares e lideranças para defender a votação do PL 2.648/2015. Diversas conversas foram feitas, apresentando a posição da categoria e a necessidade de aprovação da reposição.

 
Ruy avalia que não se pode confiar nas promessas dos parlamentares, defendendo que se mantenha a pressão pela votação do projeto. Assim, a categoria deve manter-se atenta para as próximas movimentações. O Estadão noticiou, inclusive, nesta quinta-feira, que a equipe de Temer já estuda rever reajustes acertados com servidores públicos.
 
 
O diretor Ruy Almeida ressalta, ainda, a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal que afastou Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara, elemento que pode afetar a tramitação do projeto. O dirigente destaca a importância de que o PL seja votado: “Já é um projeto insuficiente para as necessidades da categoria, e que mesmo com acordo do governo Dilma, não avançou, a exemplo dos projetos das demais categorias, que haviam selado acordos salariais em 2015. De qualquer forma, mesmo com uma possí­vel aprovação, não poderemos dar por liquidada a questão das perdas salariais, que não vão ser integralmente repostas pelo projeto”, afirma.