SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Tese

 

A quarta tarde de atividades do 9° Congrejufe, neste sábado, 30, teve como principal pauta o debate e a votação das teses do congresso. Após a apresentação de três teses distintas, a proposta do Luta Fenajufe, “Fora todos os corruptos! Eleições gerais já!”, saiu vitoriosa.
 

O dia começou com a leitura e aprovação do regimento eleitoral apresentado pela comissão eleitoral. Houve, porém, uma questão de ordem a respeito da necessidade de cotas raciais e de gênero nas chapas concorrentes. O argumento era de que a medida havia sido aprovada no 8° Congrejufe, e que valeria também para o 9°. A questão de ordem acabou rejeitada, mas o mérito da inclusão de cotas no regramento eleitoral foi aprovado pela ampla maioria do plenário. As cotas seriam de 30% para negros e 30% para mulheres, mas a comissão eleitoral decidiu pela interpretação de que a soma entre mulheres e negros deveria, essa sim, representar 30% de cada chapa.

 
As seis chapas inscritas tiveram, enfim, suas inscrições aceitas pela comissão. A eleição acontece ainda na noite deste sábado.
 

Defesa das teses

 
À parte o processo eleitoral, houve ainda, neste sábado, a defesa de teses a respeito da conjuntura nacional. Desse debate e posterior votação sairia a posição do 9° Congrejufe. Três teses foram confrontadas: Marcelo Carlini, do Coletivo Viva Voz, defendeu a tese “Não vai ter golpe!”; Cristiano Moreira, do Coletivo Luta Fenajufe, defendeu a tese “Fora todos os corruptos! Eleições gerais já!”; e André Pelegrini e José Rodrigues Costa Neto, do campo Fenajufe sem Correntes, defendeu uma terceira tese, esta sem nome.

 
Em sua fala, Carlini defendeu que o golpe conduzido pela Câmara dos Deputados não é contra a presidente Dilma Rousseff, mas contra a democracia, contra o Brasil e contra a classe trabalhadora. Ele advertiu que processos assim podem chegar, no futuro próximo, a todos os grupos de esquerda. Carlini ainda critiou a seletividade da Operação Lava Jato, e encerrou sua defesa com o chamado que dá nome à tese apresentada por seu grupo: “Não vai ter golpe, já tem luta!”, entoou.

 
Em seguida, foi a vez de Cristiano defender a tese do Luta Fenajufe. Ele afirmou que o governo vem realizando golpes contra os trabalhadores, um governo que, para ele, é indefensável, comandadoo pelo que Cristiano caracterizou como uma “nova direita”, o PT. Além disso, Cristiano cobrou prisão para todos os corruptos, e defendeu que essa não é uma bandeira da direita, mas uma pauta que deve ser defendida por todos os trabalhadores. Por outro lado, lembrou que Michel Temer também não é uma alternativa e que a “Ponte para o Futuro” proposta pelo vice-presidente nada mais é do que uma ponte para o passado. Para Cristiano, o que há é uma briga para ver quem vai gerenciar os ataques contra os trabalhadores, e que, nesse contexto, a defesa de eleições gerais é a defesa da soberania do povo e da resistência da classe trabalhadora.
 
 

 
Por fim, André defendeu a tese do Fenajufe sem Correntes, criticando a ausência de discussão sobre os cortes abusivos na Justiça do Trabalho, afirmando que a categoria precisa avançar e que “precisamos olhar mais para nós mesmos”. José Rodrigues Costa Neto complementou a fala do colega dizendo que os trabalhadores foram traí­dos pelo PT e que o partido hoje está “de mãos dadas com o capital” e está “destruindo o Estado brasileiro”.
 

Na votação, os delegados presentes deram 80 votos para a tese “Não vai ter golpe!”, do Coletivo Viva Voz; 161 votos para a tese “Fora todos os corruptos! Eleições gerais já!”, do Coletivo Luta Fenajufe; e 108 votos para a tese do campo Fenajufe sem Correntes. A tese vencedora traz o mesmo conteúdo de nota publicada em março pelo Sintrajufe/RS, nota esta que foi aprovada por maioria na direção colegiada do sindicato.
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