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O dia começou com a leitura do regimento interno, aprovado após alguns destaques. Discussões foram travadas sobre a programação do encontro, culminando no cancelamento do debate que estava previsto para a parte da manhã e que teria como tema “Reestruturação Produtiva no PJU e MPU e Democratização dos Poderes”. O regimento foi aprovado após quase oito horas de debates acalorados, e boa parte do restante da programação do dia não pode ser cumprida. Entrou em debate, na quinta, apenas a questão de alterações estatutárias propostas.
Antes de ter início esse segundo momento, porém, houve espaço para a fala de uma mulher indígena que subiu ao palco e fez um discurso emocionado denunciando o genocídio do povo guarani-kayowá em Mato Grosso do Sul. Ela encerrou sua fala às lágrimas e aplaudida de pé por todo o plenário.
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Alterações estatutárias
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Dado o grande número de alterações no estatuto propostaseram 344 “, foi fechado um acordo entre os diversos campos políticos para que apenas as mais polêmicas fossem debatidas, legando as demais a uma outra instância, provavelmente um congresso estatuinte. Em reunião, a comissão que organiza o evento elencou alguns pontos para serem levados a plenário, o que foi aceito pelos delegados.
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Foi aprovado, em primeiro lugar, que questões votadas no 9° Congrejufe não voltariam à discussão em um possível congresso estatuinte. Esse tema também foi alvo de grande debate, com pedidos de direito de resposta, pressão sobre a mesa e muita discussão. Mesmo assim, a aprovação foi mantida.
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A primeira proposta de modificação discutida foi a mudança de nome da Fenajufe, que passaria a ser uma federação “dos servidores” e não “dos trabalhadores”. A proposta foi defendida pelo grupo Fenajufe Sem Correntes, e acabou derrotada. Com 539 delegados credenciados até aquele momento, eram necessários 271 votos (metade mais um) para serem efetivadas alterações estatutárias, e os proponentes conseguiram apenas 146.
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Em seguida, foi à votação proposta de limitação de mandatos de dirigentes da federação a uma reeleição. A proposta foi defendida por Tarcisio Ferreira, do Luta Fenajufe. A defesa contrária foi feita por Zé Oliveira, do Viva Voz. A proposta foi aprovada, com 365 votos, sob o argumento de que era preciso impedir a burocratização da entidade e combinar experiência e renovação na condução da Fenajufe.
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A sexta-feira deverá começar com mais debates sobre alterações estatutárias, estando prevista também a eleição da comissão eleitoral, que estava inicialmente marcada para a quinta. Na programação oficial, há ainda a prestação de contas e a plenária final, que deve abordar uma série de temas, como a conjuntura internacional e nacional, a pauta de reivindicações e o plano de lutas e um balanço da atuação da Fenajufe.
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ATUALIZAÇÃO
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Na abertura dos trabalhos da sexta-feira, 29, foi deliberado que a modificação estatutária que limita as reeleições à direção da Fenajufe irá valer desde já, podendo, portanto, os atuais diretores reelegerem-se uma vez, justamente no atual congresso.









