A cedência do imóvel do SintrajufeRS no bairro Cristal ao Ponto de Cultural Quilombo do Sopapo é de interesse de toda a categoria. Por isso, o Sintrajufe/RS abriu espaço manifestações sobre o assunto nos meios de comunicação do sindicato.
Leia abaixo um dos artigos enviados para publicação. O texto é de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es) e não reflete, necessariamente, a posição da diretoria do Sintrajufe/RS.
Sobre cedência do imóvel do Sintrajufe/RS no bairro Cristal
Por AdelmoWeber, diretor de base da JF Santo í‚ngelo
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Aproveito o espaço para manifestar minha opinião acerca da controvérsia que se tornou a cedência do imóvel do Sintrajufe/RS localizado no Bairro Cristal.
Como diretor de base (JF de Santo í‚ngelo), participei da reunião do Conselho do Sintrajufe/RS ocorrida no dia 12 de março, quando esse era um dos assuntos da pauta.
Na oportunidade, diante das dificuldades de superar os impasses de quórum e falta de acordo entre os conselheiros presentes, propus que o coordenador do Ponto de Cultura, Leandro Anton, presente na reunião, formalizasse pedido de continuidade da cedência para posterior consulta aos sindicalizados.
Segundo informações, o imóvel está avaliado em R$ 900 mil.
O Sintrajufe/RS trabalha com previsão orçamentária de R$ 7 milhões.
Para estabelecer um parâmetro, a arrecadação do sindicato está muito próxima de 60% do orçamento de pequenos municípios da nossa região (a receita do município de Vitória das Missões-RS em 2014 foi de R$ 13,8 milhões e de Rolador-RS, em 2013, foi de R$ 10,8 milhões).
Portanto, o valor de avaliação do imóvel do Cristal, que está gerando polêmica, representa menos de 15% do orçamento anual do sindicato. Nem cogito falar em eventual aluguel, que talvez não alcançaria R$ 60 mil anuais.
Entendo que R$ 900 mil para cada sindicalizado, individualmente, é muita grana, mas está longe de resolver qualquer situação econômico-financeira do Sintrajufe/RS.
De outro lado, as tratativas que foram mencionadas na reunião do Conselho não terão solução em alguns dias ou meses. As possibilidades de permuta por algum imóvel da União ou de órgão do estado enfrentam problemas burocráticos.
Defendo os trabalhos que estão sendo desenvolvidos no espaço cedido pelo Sintrajufe/RS.
Defendo também a regularização e a formalização da cedência.
Dessa forma, pessoalmente, opino pela manutenção da cedência sem custos, mediante formalização de contrato com prazo não superior a 5 (cinco) anos, por entender que esse prazo será suficiente para viabilizar alguma das tratativas iniciadas, dando ainda segurança a quem está ocupando o espaço e prevenindo eventual ação de usucapião.









