A atual conjuntura tem suscitado debates em toda a sociedade, diante do quadro de ebulição da crise político-econômica no país. Buscando contribuir para a ampliação da divulgação de ideias e opiniões junto à categoria, o Sintrajufe/RS abriu espaço, nos meios de comunicação do sindicato, para que os colegas sindicalizados exponham sua posição. Além disso, no dia 30 de março, o Sintrajufe/RS divulgou nota, aprovada em maioria pela Direção Colegiada, a respeito do tema.
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Leia abaixo um dos artigos enviados para publicação:
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Servidores do Poder Judiciário da União em defesa da democracia e contra o golpismo
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Por José Carlos P. de Oliveira (Zé), Mara Rejane Weber, Ana Naiara Malavolta Saupe, Marcelo Machado Carlini, Paulo Roberto R. Guadagnin, Julio César Pinto de Oliveira, Vânia Damin, Denise Rosane Elias, Sinara de Souza Machado, Henrique Mascarenhas de Souza, Elton Decker, Lucas André Guarnier Rohde, Luciana Krumenauer, Maria Elisabete Junges (Beti), Marli Da Campo Zandoná, Lourdes Helena de J. da Rosa, Bárbara Kern Wilbert, Marcus Vinícius Martins Costa, Alessandra Andrade, Cláudio Luciano Martinez, Gleni Mara M. Sittoni, Eduardo Ribeiro Montano, Rogério Avila, Orildo Longhi, Sheila Oliveira, Thomaz Farias, Vera Pellegrino, Maurea Dill Ferreira, Kátia Vieira, Andréa Martins, Rogério Marroni, Giovana Guimarães, Paulo Cesar Canavezi de Oliveira, Hélio Azambuja, Cassia Rochane Miguel, Marta Jussara Martins, Marcio Meireles Martins,e Inês Cristina de Oliveira, Viviane Falkembach, Eduardo César Weber, Cristina Feio de Lemos, Paulo Henrique da Trindade Medeiros, Adelar Gerônimo Gallina e Eledir Teresinha Martins.
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Nós, servidores públicos do Poder Judiciário, abaixo-assinados, diante do quadro de crise política e institucional que se instalou no país, vimos a público manifestar nosso mais veemente protesto de defesa da legalidade, da democracia e do Estado Democrático de Direito, nosso mais intenso repúdio contra toda ação conspiratória e desestabilizadora, isolada ou coletiva, contra as liberdades individuais e democráticas, travestidos ou não de atos jurídicos ou acobertadas pelo manto da credibilidade, da neutralidade e da isenção do Poder Judiciário Federal e do Ministério Público Federal.
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Publicamos este manifesto num momento em que presenciamos o vazamento seletivo em órgãos da imprensa, de conversas privadas da líder maior da nação, a presidenta Dilma Vana Rousseff, por um magistrado, que tem por função precípua a defesa da Carta Magna e dos direitos e liberdades pessoais. Tal procedimento do magistrado, típico dos estados policiais, põe em risco a soberania nacional, agride de morte o papel de equilíbrio, moderação, prudência, cautela, austeridade, imparcialidade e comedimento da magistratura a ela imputados por lei e que dela se exige.
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Queremos, como servidores públicos e também como cidadãos da sociedade à qual prestamos serviço, que, no atual cenário de acirramento de ânimos, o Poder Judiciário e o Ministério Público atuem estritamente nos limites da Constituição, lei maior instituída pelo povo brasileiro e a todos imposta, não se deixando contaminar por paixões ideológicas, por interesses de classe e por artifícios desestabilizadores, golpistas e revanchistas. A serenidade deve prevalecer sobre a paixão política, de modo que a vida nacional transcorra dentro da normalidade e que as instituições, os valores e as regras democráticas sejam preservadas. A democracia foi reconquistada no Brasil após muita luta e não há de ser colocada em xeque por ações voluntaristas, personalistas e temerárias por quem quer que seja.
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Duzentos (200) servidores e servidoras do Judiciário Federal do RS assinaram o presente texto, chegando a um total de quase 700 pessoas de todo o país via petição on-line. A lista com os demais servidores e servidoras que assinaram o presente documento consta do evento público do Facebook acessado através do link, onde há possibilidade de assinatura do mesmo.
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O afeto ou o ódio mudam a face da justiça . (Blaise Pascal)









