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Aprovado por unanimidade pela Diretoria Executiva do sindicato, o indicativo de paralisação e ato no dia 1º foi levado para discussão em todas as assembleias de base do estado, que ocorreram nos dias 28 e 29. As assembleias de base, das quais participaram centenas de colegas em todo o RS, enviaram ao sindicato atas que mostraram a vontade, da grande maioria, de paralisar no dia 1º de abril, dia da mentira, para marcar a insatisfação com a ausência de reajuste para a categoria.
No início da assembleia, a direção do Sintrajufe/RS apresentou informações sobre a reunião do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), com a Fenajufe, tratando da possibilidade de votação do projeto na próxima semana, sem precisar a data. Também foi informado sobre o novo ataque do governo Dilma aos trabalhadores das três esferas, o PLP 257/16, que trata da renegociação das dívidas dos estados e modifica a Lei de Responsabilidade Fiscal, com congelamento de salários, vedação de novas contratações e até mesmo demissão voluntária.
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No espaço aberto para debate, os servidores manifestaram diferentes posições. Enquanto alguns colegas ligavam o chamado do sindicato à mobilização no dia 1º a atividades convocadas por outros sindicatos com o eixo “Fora todos” no mesmo dia, outros defendiam a participação do Sintrajufe/RS nas mobilizações do dia 31/3, chamadas pela CUT e outras entidades, com o eixo “em defesa da democracia e contra o golpe”. A direção do sindicato esclareceu que a proposta em debate era de mobilização da categoria em torno de seus próprios eixos de luta, dada a indefinição quanto à pauta salarial, que impunha uma resposta dos servidores.
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O colega Rafael Scherer, diretor de base da JT Porto Alegre, falou sobre o PLP 257/16, um dos maiores ataques aos servidores públicos nos últimos anos , com Dilma novamente atacando os trabalhadores. Alertando que golpe contra os trabalhadores será dado por qualquer um que assuma o governo, ele defendeu a realização do ato público no dia 1º, dia da mentira, para a defender a aprovação do PL 2.648/15.
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O diretor do Sintrajufe/RS José Artigas Ramminger defendeu a proposta de ato público no dia 5. Para ele, a realização de atividade nos dias 31 de março ou 1º de abril vincularia a categoria às outras atividades programadas. A categoria não tem posição única, e a divergência não nos interessa , afirmou. A colega Ana Naiara Malavolta, da JT Porto Alegre, frisou a importância da participação nos atos com o eixo da democracia. Não estou me lixando para a tentativa de golpe, e o Judiciário precisa resistir , disse, acrescentando que não concordava com ato no dia 1º por não achar correto o sindicato propor ato apartado do que está ocorrendo no resto do país.
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Depois das manifestações, foram colocadas em votação as duas propostas. O coletivo Viva Voz abriu mão de sua proposta, de participação da categoria no ato do dia 31 de março, Em defesa da democracia, contra o golpe , para reforçar a de ato no dia 5.
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O colega Fabrício Loguercio, da JF Porto Alegre, e o diretor do Sintrajufe/RS Paulinho Oliveira defenderam a proposta de ato no dia 5. Fabrício disse que fazer o ato no dia 1º, quando sindicatos e entidades do movimento social convocam atos Fora todos em todo o Brasil, é sorrateiramente querer levar a categoria para uma posição política . Paulinho disse que vem defendendo modificações no PL desde setembro e que a categoria está unida em torno de sua aprovação. Durante os debates, Paulinho frisou que, embora tenha votado pelo indicativo do dia 1º em reunião da direção do sindicato, a promessa do deputado José Guimarães, de que o PL será votado na próxima semana, o fez mudar de posição.
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Na defesa da proposta aprovada na direção do sindicato, o diretor Cristiano Moreira disse que é desleal usar o dia 1º para tentar impedir a categoria de fazer a luta por reposição salarial. Neste momento, tudo o que se fala contra o governo é golpe , disse ele, ressaltando que considera o atual governo indefensável, um governo que segue deixando a categoria sem reposição salarial, que apresenta o PLP 257, um dos maiores ataques contra os trabalhadores. Além disso, afirmou Cristiano, há decisões de assembleias de base apontando que a categoria tem que se mobilizar: os companheiros estão vindo aqui para desrespeitar a decisão dessas assembleias .
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Após a aprovação da realização de ato público no dia 5, foram colocadas em votação duas propostas de local para o ato: por maioria, a proposta de que o ato fosse em frente ao Anexo da Justiça Eleitoral foi aprovada, contra outra proposta, de que o ato tivesse concentração nas varas trabalhistas, com possibilidade de caminhada até o Anexo.
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Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS
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