Pode ser votado no plenário da Câmara dos Deputados no final da tarde desta segunda-feira, 28, o regime de urgência para o projeto de lei complementar (PLP) 257/16. O projeto estabelece novas regras para o refinanciamento das dívidas dos estados com a União e cria novas medidas de ajuste fiscal em nível federal, incluindo o congelamento da remuneração dos servidores e da expansão dos setores públicos.
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Na última semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comprometeu-se com governadores e líderes partidários a colocar em votação a urgência, o que pode acontecer a partir das 18h de hoje. É visível a discrepância na tramitação de projetos contra os trabalhadores e a favor: mal chegou ao Legislativo, o PLP 257/2016 já ganhou pedido de urgência e se encontra no plenário da Câmara; enquanto isso, todos os projetos salariais do funcionalismo, em sua maioria acordados durante as greves do ano passado, seguem paralisados nas comissões da Câmara, sem previsão de votação.
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No que se refere às medidas federais, há uma série de três grupos que seria adotada, obrigatoriamente, caso as metas fiscais não sejam alcançadas. O primeiro grupo restringe a ampliação do quadro de pessoal e veda a criação de cargos, funções, a alteração da estrutura de carreiras e a contratação de novos servidores, exceto para reposição de vagas. Reajustes de remuneração e de despesas discricionárias e de custeio administrativo ficariam limitadas ao percentual da inflação.
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Caso essas medidas não recoloquem os gastos dentro da meta estabelecida a cada ano, partiria-se, então, para o segundo estágio, no qual seriam vedados aumentos nominais de remuneração dos servidores públicos e ampliação de despesa com subsídio ou subvenção em relação ao valor empenhado no ano anterior. As despesas discricionárias e de custeio administrativo ficariam limitadas ao valor empenhado no ano anterior, sem correção pela inflação. No terceiro estágio, o torniquete é apertado com toda a força. Fica previsto um corte em até 30% dos gastos com servidores decorrentes de parcelas indenizatórias e vantagens de natureza transitória (transferências, diárias, etc.). E, finalmente, redução de despesas com servidores via programas de desligamento voluntário e licença incentivada.
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Já em relação às dívidas dos estados, a proposta contida no PLP é resultado de um acordo entre os governos estaduais e federal e prevê mais 20 anos de prazo para os estados pagarem suas dívidas com a União e mais 10 anos para o pagamento das dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A previsão é de que, se todos aderirem, cerca de R$ 45,5 bilhões deixarão de sair dos cofres dos estados nos próximos anos. Porém, o texto estipula contrapartidas relacionadas ao controle de gastos dos estados que enfraquecem os serviços, reduzem investimentos e atacam os servidores. Entre essas medidas, estão restrições a reajustes de servidores e a elevação das alíquotas de contribuição para regimes próprios de Previdência Social. Se os estados implementarem leis com essas restrições e cumpri-las, terão direito ainda a um desconto de 40% nas prestações mensais da dívida.
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Leia AQUI a íntegra do PLP 257/16.
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Sintrajufe/RS, com informações de LutaFenajufe e Agência Câmara.









