SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Dia Internacional da Mulher, dia de luta


 
 

Terça-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Não é uma data para festejar, mas para pressionar por igualdade de direitos.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra do Domicí­lio do IBGE (dados de 2014), apesar de ter mais anos de estudo formal, as mulheres no Brasil, recebem, em média, 75% dos salários pagos aos homens.

Também de acordo com o IBGE, elas acumulam jornadas maiores do que as dos homens: além do trabalho formal, realizam as tarefas da casa, cuidam dos filhos e dos parentes idosos. Os homens continuam não dividindo as tarefas domésticas, aponta a pesquisa. Em uma década, a diferença entre as jornadas aumentou em mais de uma hora. Em 2004, as mulheres trabalhavam quatro horas a mais que os homens por semana, quando somada a ocupação remunerada com o que é feito dentro de casa. Em 2014, a dupla jornada feminina passou a ter cinco horas a mais.

Por isso, é revoltante que justamente uma mulher, a presidente da República, Dilma Rousseff, afirme que não se pode mais aceitar que as mulheres e os homens tenham idades diferentes para a aposentadoria.

A baixa participação na polí­tica pode ser associada ao volume da ocupação das mulheres com tarefas domésticas. Em um ranking de 190 nações, o Brasil ocupa a 116ª posição quando se trata do número de mulheres no parlamento. Isso significa que, apesar de serem a maioria da população, elas são apenas entre 10% e 11% do total de senadores e deputados.

A aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, não foi suficiente para impedir o aumento no número de homicí­dios contra mulheres no Brasil. Dados do Ministério da Saúde, de 2013, mostram que crescem os casos de espancamentos e mortes. Na comparação com 82 paí­ses, o Brasil fica em um desalentador quinto lugar. A cada 11 minutos, ocorre um estupro.

Existe um Dia da Mulher porque as mulheres ainda são oprimidas e sofrem vários tipos de violência pelo simples fato de serem mulheres. É preciso pensar sobre essas questões e atuar, cotidianamente, para modificá-las. Neste 8 de março, as mulheres não querem rosas: elas exigem reconhecimento de direitos, igualdade e respeito.

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