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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra do Domicílio do IBGE (dados de 2014), apesar de ter mais anos de estudo formal, as mulheres no Brasil, recebem, em média, 75% dos salários pagos aos homens.
Também de acordo com o IBGE, elas acumulam jornadas maiores do que as dos homens: além do trabalho formal, realizam as tarefas da casa, cuidam dos filhos e dos parentes idosos. Os homens continuam não dividindo as tarefas domésticas, aponta a pesquisa. Em uma década, a diferença entre as jornadas aumentou em mais de uma hora. Em 2004, as mulheres trabalhavam quatro horas a mais que os homens por semana, quando somada a ocupação remunerada com o que é feito dentro de casa. Em 2014, a dupla jornada feminina passou a ter cinco horas a mais.
Por isso, é revoltante que justamente uma mulher, a presidente da República, Dilma Rousseff, afirme que não se pode mais aceitar que as mulheres e os homens tenham idades diferentes para a aposentadoria.
A baixa participação na política pode ser associada ao volume da ocupação das mulheres com tarefas domésticas. Em um ranking de 190 nações, o Brasil ocupa a 116ª posição quando se trata do número de mulheres no parlamento. Isso significa que, apesar de serem a maioria da população, elas são apenas entre 10% e 11% do total de senadores e deputados.
A aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, não foi suficiente para impedir o aumento no número de homicídios contra mulheres no Brasil. Dados do Ministério da Saúde, de 2013, mostram que crescem os casos de espancamentos e mortes. Na comparação com 82 países, o Brasil fica em um desalentador quinto lugar. A cada 11 minutos, ocorre um estupro.
Existe um Dia da Mulher porque as mulheres ainda são oprimidas e sofrem vários tipos de violência pelo simples fato de serem mulheres. É preciso pensar sobre essas questões e atuar, cotidianamente, para modificá-las. Neste 8 de março, as mulheres não querem rosas: elas exigem reconhecimento de direitos, igualdade e respeito.
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