A primeira manifestação nacional dos servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União em 2016 será no dia 25 de fevereiro. A data foi definida em reunião da direção da Fenajufe, dia 30, e tem a intenção de promover atos, assembleias ou paralisações em busca da reposição salarial da categoria. Cada estado definirá as atividades a serem realizadas.
No Rio Grande do Sul, o Sintrajufe/RS chama a categoria para debater e definir a mobilização. Para isso, será realizada uma rodada de assembleias de base, em todo o estado, de 15 a 17 de fevereiro. No dia 18, os colegas estão convocados para a primeira assembleia geral do ano, às 19h, no auditório das varas trabalhistas de Porto Alegre. Fora dos períodos de paralisação, as assembleias estaduais ocorrem, em geral, aos sábados, para permitir uma maior participação dos colegas do interior. Excepcionalmente, a assembleia foi marcada para uma quinta-feira, considerando que vários colegas estão em férias e/ou viajam aos finais de semana durante o verão.
Retomada da mobilização
Com perdas salariais acumuladas há quase dez anos, os servidores devem demonstrar, no dia 25, a insatisfação com o quadro de indefinição do projeto salarial e com as sucessivas demonstrações do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, de que só se mobiliza pelos magistrados. Em janeiro, juízes e procuradores foram contemplados com a notícia de que a presidente Dilma Rousseff (PT) destinou cerca de R$ 409 milhões para o pagamento de auxílio-moradia e que terão reajuste dos seus subsídios de 7,5% em abril próximo, já sendo assegurados para janeiro de 2017 mais cerca de 8%.
Enquanto isso, as perdas dos servidores decorrentes da inflação acumulada nesses quase dez anos já reduzem o poder de compra dos salários da categoria a menos da metade em comparação com junho de 2006. É o que demostra estudo do economista Washington Luiz Moura Lima, assessor do Sintrajud/SP: as perdas salariais, de junho 2006 até dezembro de 2015, período em que a inflação chegou a 79,01% e as reposições se limitaram a 15,76%, exigem um reajuste de 54,63%. Apesar disso, o STF argumenta que “não há margem de negociação” no PL 2.648/15, em tramitação no Congresso Nacional, postura bastante diferente daquela adotada em relação à pauta dos juízes.
As mobilizações a serem construídas para o dia 25 de fevereiro devem marcar a retomada da luta que não terminou em 2015.
Sintrajufe/RS, com informações de LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho









