SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Globo mente ao apontar servidores como beneficiários de auxí­lio-moradia

Prática recorrente de empresas de comunicação, inverdades sobre a realidade da categoria visa enfraquecer os servidores em suas lutas por direitos e melhores condições de trabalho. Confira abaixo nota da Fenajufe.

Mais uma vez, meios de comunicação divulgam informações inverí­dicas sobre a realidade da categoria. Ao tratar da medida provisória nº 711, baixada por Dilma na última semana, o portal de notí­cias G1, das organizações Globo, afirma que, nos diversos órgãos contemplados pelo crédito extraordinário, o dinheiro é destinado a pagar auxí­lio-moradia dos servidores .

Em relação ao Ministério Público, é ressalvado no corpo do texto que a vantagem é restrita a promotores e procuradores. O mesmo não ocorre, todavia, em relação ao Judiciário. Para quem lê a notí­cia, os servidores dos tribunais são os destinatários da parcela.

Outros veí­culos divulgaram a informação de modo genérico, sem fazer distinção entre as condições e o tratamento dispensado a servidores e a magistrados e procuradores, dando margem à interpretação de que todos os que trabalham dentro do Judiciário ou do MPU seriam destinatários do crédito.

O recurso é comum e já foi usado em outras tentativas de enfraquecer a pauta dos servidores, levando o leitor a um entendimento errado sobre a luta salarial e as demandas da categoria. As empresas geram confusão e alimentam na população sentimentos de antipatia e aversão aos serviços e aos servidores públicos, na tentativa de fragilizá-los e desmoralizá-los em suas justas e legí­timas reivindicações.

Durante quase todo o ano de 2015, notí­cias inverí­dicas sobre o reajuste salarial da categoria eram cotidianamente divulgadas. Além de percentuais inexistentes (como os falsos 78% várias vezes repetidos), os noticiários também omitiam deliberadamente informações sobre a realidade salarial e condições de trabalho da categoria, como os nove (agora dez) anos sem reposição salarial efetiva e os mais de 50% de perdas inflacionárias acumuladas no perí­odo. O mesmo ocorreu em anos anteriores.

Não bastassem a intransigência e o desrespeito dos Três Poderes em relação a seus direitos, a categoria se vê também em uma disputa desigual na qual tem de constantemente rebater, com seus meios e recursos limitados e grandes dificuldades, informações falsas ou distorcidas divulgadas por veí­culos de grande alcance e defensores de interesses polí­ticos contrários aos servidores e serviços públicos.

A Fenajufe cobra do veí­culo responsável a retificação da informação equivocada, de modo a sanar as dúvidas geradas, lançando mão dos meios cabí­veis. Mantém-se ainda aberta ao diálogo com a imprensa, as instituições e a população em geral, em relação ao serviço público prestado pela categoria e às suas condições de trabalho.

Além disso e sem prejuí­zo, a federação também orienta a categoria a manter-se atenta, unida e mobilizada na defesa de seus direitos, pois além da realidade exposta no dia a dia do atendimento à população e nos espaços públicos e abertos de debate, onde cotidianamente rebate e confronta informações erradas, é nas lutas que os trabalhadores conseguem maior visibilidade e alcançam sua expressão mais forte, desafiando os muros dos meios de comunicação e pautando suas justas e necessárias reivindicações na ordem do dia.

Fonte: Fenajufe