A CUT será recebida pela advogada Rosa Cardoso, integrante da Comissão Nacional da Verdade, em reunião marcada para o dia 2 de abril, no Rio de Janeiro. Em pauta, estará a inclusão de um capítulo que resgate a memória de trabalhadores perseguidos, torturados e assassinados e investigue as intervenções que ocorreram nas organizações do campo e da cidade durante a ditadura civil-militar (1964-1985).
A reivindicação foi apresentada à presidente Dilma Rousseff em audiência no começo de fevereiro. De acordo com CUT, ela demonstrou simpatia pela causa. Hoje, a Comissão da Verdade possui 12 grupos de trabalho, mas não há um específico para apurar as violações cometidas contra as estruturas sindicais e trabalhadores. Expedito Solaney, secretário de Políticas Sociais da CUT, representará a Central na reunião, que também contará com a presença do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que atuou na defesa de presos políticos. Queremos a criação do grupo de trabalho temático que vai levantar, estimular e contribuir com informações sobre as violações às estruturas sindicais, os mandatos cassados de dirigentes e trabalhadores mortos, presos e desaparecidos para que no relatório final da Comissão da Verdade sejam contemplados todos os setores que sofreram com as atrocidades cometidas pelos agentes da ditadura , disse Solaney. O relatório final da Comissão Nacional da Verdade deverá ser entregue a Dilma em maio de 2014.
Para Solaney, os trabalhos da comissão podem e devem continuar após essa etapa, com o objetivo, inclusive, de buscar o julgamento jurídico de quem praticou esses crimes. O período de dois anos é muito curto. São sete integrantes apenas e um número reduzido de assessores. Tudo isso dificulta os trabalhos. Por isso, a comissão deve ser um elemento permanente de resgate da memória, da verdade e da justiça , cobrou.
Editado por Sintrajufe/RSFonte: Agência CUT









