SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Em visita à JT de Rio Grande, Sintrajufe/RS ouve queixas de colegas sobre novas instalações

Os diretores do Sintrajufe/RS Lucas Rohde e Sérgio Amorim visitaram, no dia 20/2, os servidores das quatro varas trabalhistas de Rio Grande, na Metade Sul do estado.
 
Nos encontros, os servidores manifestaram seu descontentamento com relação às possibilidades de um novo prédio para a JT de Rio Grande. A instalação das 3ª e 4ª VTs foi feita no 8º andar de um prédio com problemas de acessibilidade e estacionamento. O mais grave, no entanto, é que o imóvel não possui sistemas de prevenção e combate a incêndios, tampouco rotas de fuga em caso de sinistros. O edifí­cio também não tem um PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndios).

 
Foi relatado, ainda, que o tribunal planeja a construção de um novo prédio em terreno doado pela prefeitura em área distante, na entrada da cidade, no futuro Centro Cí­vico, que abrigará outros órgãos públicos. Há uma comissão local, formada pelos juí­zes e diretores de vara, mais a OAB. Na última reunião (19/02), foi chamado também o diretor de base do Sintrajufe/RS, Julio Berchon, que representou os servidores e pediu para compor a comissão. A diretora da 1ª VT, Agnes, que integra a comissão local, participou da reunião do sindicato com os colegas. Dos debates, foram tirados, por unanimidade entre os servidores das quatro varas, os seguintes encaminhamentos:
 
1- Questionar a administração sobre os motivos concretos para que não se insista na possibilidade natural de ampliar as dependências da JT, no endereço onde se encontra, e contando com o terreno ao lado já doado pela prefeitura, para a acomodação confortável das 3ª e 4ª VTs (prevendo inclusive ampliações). Também manifestaram a possibilidade de deslocamento do restante dos comerciantes ambulantes (parte deles já foi deslocado do terreno que hoje encontra-se doado), que ocupam terreno contí­guo doado pela prefeitura, o que possibilitaria sanar eventual entrave legal referente à metragem quadrada (e estacionamento) necessários para a construção de amplo prédio para abrigar a JT, no local atual, a exemplo do que fez a JF, que não ocupará o Centro Cí­vico.
 
2 – Verificar junto à administração, e principalmente à prefeitura de Rio Grande (nova gestão), sobre a manutenção do projeto, cronograma e estrutura projetada, bem como órgãos que serão contemplados com o espaço e interesse dos mesmos no uso das áreas doadas do chamado Centro Cí­vico de Rio Grande , em área afastada na entrada da cidade. A preocupação é que, caso seja inexoravelmente este o novo endereço da JT, que não haja a estrutura urbaní­stica completa (policiamento, calçamento, linhas de ônibus e, principalmente, circulação em função da instalação dos demais órgãos) projetada para o iní­cio das atividades.
 
3 – No caso iminente de necessário deslocamento das 3ª e 4ª VTs do local onde estão atualmente instaladas, por conta das questões de segurança aparentemente insanáveis no curto prazo, que sejam ouvidos os colegas para garantir que eventuais reformas no prédio-sede, para acomodação dessas duas varas recém-inauguradas, causem o mí­nimo transtorno e que seja assegurado, nesse perí­odo de transição, garantia de condições de trabalho dignas, preferencialmente com a locação de prédio amplo (o que já fora feito em 2010 para a reforma da atual sede) para acomodação das quatro unidades.
 
A preferência dos servidores é de ampliação das dependências do atual foro, de forma que acomode confortavelmente as quatro varas no atual endereço da Rua Val Porto. Mas os colegas da 3ª e 4ª VTs, se tiverem sanadas as questões de segurança e de fuga em caso de incêndio, não têm objeção de permanecer no local, considerado confortável e com boas condições de trabalho, segundo eles.