O “tesouraço” proposto por Flávio Bolsonaro (PL) caso seja eleito no próximo domingo pode gerar o fechamento de 2,2 milhões de postos de trabalho. Também pode gerar queda na arrecadação e redução do produto interno bruto (PIB). O alerta vem de estudo técnico apresentado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
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O estudo analisa os possíveis efeitos dos cortes de gastos propostos pelo candidato. Em agosto, em entrevista à Folha de S. Paulo, a principal assessora econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, defendeu “enxugar a estrutura na largada e fazer um corte de gastos”. Essas medidas gerariam, apenas no primeiro ano, um “ajuste” equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), índice que depois passou a 2% e que representa R$ 250 bilhões. O estudo do Dieese considera o corte proposto inicialmente, de 1,5% do PIB.
Os resultados mostram que seriam fechados 2,2 milhões de postos de trabalho, com a taxa de desemprego chegando até a 7% no primeiro ano. O número de desempregados poderia chegar a 7,4 milhões. Conforme o Dieese, o aumento do desemprego e a retração econômica também reduziriam a massa salarial, com queda de R$ 68,7 bilhões apenas no primeiro ano.
O Dieese também alerta que “a arrecadação cairia R$ 46,8 bilhões, consumindo 40% da economia bruta prevista com o ajuste inicial e reduzindo o efeito positivo sobre as contas públicas. Parte significativa da economia obtida com os cortes seria, assim, reduzida pela perda de receitas tributárias”. E conclui que “as medidas propostas não seriam suficientes para estabilizar a relação dívida/PIB em nenhum dos cenários simulados. Portanto, o ajuste não garantiria o objetivo fiscal anunciado, apesar do expressivo volume de cortes”. A proposta de Flávio Bolsonaro é, portanto, “uma medida ineficaz para resolver o problema que promete combater, mas concentradora de renda e promotora de desigualdades econômicas e sociais”, diz o estudo.
Leia AQUI a íntegra do estudo.











