SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

700 MIL MORTES

Sancionada lei que define 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

Foi sancionada pelo presidente Lula (PT) a lei 15.406/2026, que institui a data de 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data faz referência à primeira morte registrada em decorrência da doença no país. A lei tem objetivo de preservar a memória das mais de 700 mil vítimas no Brasil e reconhecer os impactos sociais, econômicos e humanos provocados pela pandemia.

A norma teve origem no projeto de lei 2.120/2022, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), e foi aprovada no Senado em abril deste ano.

Durante a cerimônia de sanção, o Salão Nobre do Palácio do Planalto recebeu a instalação “Cada nome, uma vida”, em homenagem às da Covid-19. O Ministério da Saúde promoverá homenagens simultâneas em seis capitais: Porto Alegre (RS), no Centro de Oncologia do Hospital Conceição (GHC), Brasília (DF), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Manaus (AM).

Em todos os locais, serão projetados os nomes de vítimas da Covid-19 e mensagens em reconhecimento ao SUS e aos profissionais de saúde que estiveram na linha de frente da pandemia, destacando o papel da vacinação, das políticas públicas de saúde e da mobilização coletiva no combate à maior emergência sanitária da história recente do país. Segundo o Ministério da Saúde, “a homenagem também integra o processo de reconstrução da memória nacional sobre a pandemia”.

Negacionismo

No Brasil, sob a Presidência de Jair Bolsonaro (PL), a pandemia foi marcada por desinformação, falta de empatia do governo, negacionismo quanto às medidas de distanciamento e à própria vacina. Em 2021, ante a lentidão do governo em avançar com a vacinação, as mortes explodiram no país inteiro.

Na cerimônia de sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, Lula citou investigações da CPI da Covid do Senado sobre propina na compra de vacinas durante a gestão Bolsonaro e lembrou as trocas dos titulares do Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Senado e Ministério da Saúde