O Grupo Tá acaba de lançar seu novo trabalho, com arranjos e videoclipes inéditos para “Fé”, música de Iza que concorreu ao Grammy em 2023. O Tá é composto por amigas e amigos instrumentistas, regentes e cantores de diferentes localidades do Rio Grande do Sul e tem, entre seus integrantes, as colegas Carla Krohn e Fernanda Jardim Azambuja, da Justiça do Trabalho, e Márcia Beatriz Candia Donat e Fernanda Ramos da Silva, aposentadas da Justiça Federal.
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O grupo conta, ainda, com o maestro e arranjador vocal Luciano Lunkes e com o arranjador instrumental e editor de áudio e vídeo Mateus Zanolla. Além da base fixa, outros cantores e cantoras são convidados para participações eventuais, sempre considerando o desejo em comum de expressar visões semelhantes de mundo e de pensar o Brasil, em um repertório que destaca questões sociais.
A produção do grupo é voltada, exclusivamente, para o ambiente virtual (YouTube, Instagram e blog). Em conversa com o Sintrajufe/RS, a colega Márcia Donat, cantora e responsável pela concepção, produção e curadoria do Tá, informa que o grupo ainda não se apresentou presencialmente, embora tenha recebido convites, e nada está definido nesse sentido.
O Tá foi criado em 2021, “como forma de resistência à degradação das instituições democráticas no Brasil e ao retrocesso dos avanços e conquistas sociais”, segundo texto de divulgação. A colega Márcia Donat canta há quase 20 anos, embora não se considere profissional, e, depois da aposentadoria, decidiu se envolver mais com a música. Durante a pandemia, ela e Luciano Lunkes, “indignados com a atuação desrespeitosa do governo e, principalmente, do então presidente”, criaram o grupo, “para manifestar nossa indignação”.
Até o momento, o repertório é formado por sete trabalhos, com uma média de dois lançamentos por ano, sempre com arranjos e videoclipes inéditos. O primeiro, em 2022, foi com a música “Meia palavra bas”, de Carlos Rennó, Pedro Luís e Roberta Sá. Na versão do Tá, a letra “Para bom entendedor / meia palavra bas” tornou-se uma crítica ao negacionismo expresso pelo então presidente da República. No mesmo ano, foi divulgada “O que se cala”, de autoria de Douglas Germano e consagrada na voz de Elza Soares, que trata do direito de fala considerando experiências e perspectivas de grupos historicamente silenciados ou marginalizados e foi uma forma de denunciar tentativas do bolsonarismo de calar vozes e minorias.
A partir de 2023, o grupo decidiu seguir produzindo vídeos com temas como desigualdade social, questões de raça e gênero, fome, violência doméstica, os efeitos sociais das tecnologias.
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