SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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8º Congrejufe vota pela desfiliação da Fenajufe da CUT

Depois da votação das resoluções de conjuntura internacional e nacional, na noite de 29 de abril, o 8° Congrejufe entrou nas discussões sobre organização sindical. Esse foi um dos debates centrais do Congresso, pois estava em jogo a permanência ou não da federação na Central Única dos Trabalhadores. Depois de várias intervenções de ambos os lados, foi aprovada, com 269 votos a favor, 206 votos contrários e 6 abstenções, a resolução que desfiliou a federação da CUT.

De acordo com o texto aprovado, a CUT, já no governo Collor, havia começado uma guinada que foi aumentando no governo FHC e se aprofundou nos governos Lula e Dilma. Alega que, ainda no governo FHC, a CUT começou a receber recursos vultosos do FAT que quebra o princípio da independência financeira frente ao Estado. No governo Lula, a CUT teria tentado melhorar a reforma da Previdência no Congresso e não contribuído com a greve dos servidores na época. O texto enfatiza ainda que vários dirigentes passaram a integrar os governos Lula e Dilma. Foi alegado, também, que várias entidades nacionais dos servidores federais – como Andes, Fenasps e Fasubra – já se desfiliaram da CUT.

Outro texto defendia a permanência na CUT, com a manutenção de vínculo à maior central sindical da América Latina. Na resolução, é afirmado que a CUT combateu o programa neoliberal e lutou contra a reforma administrativa de FHC, fez o enfrentamento das reformas da Previdência, lutou pela redução da taxa de juros e pela valorização do salário mínimo já no governo Lula. Além disso, continua, a Central, esteve com a Fenajufe e outras entidades construindo a luta pela manutenção e a ampliação de direitos, o que permitiu a implementação do PCS de 2006. O texto também lembra o papel da CUT na regulamentação da convenção 151 da OIT, que trata da negociação coletiva no serviço público. O texto alerta que a desfiliação poderá levar a categoria a um isolamento.

As resoluções que tratam de pauta de reivindicações, plano de lutas e políticas permanentes, além das moções, serão analisadas e votadas em plenária extraordinária que ocorrerá em Brasília em, no máximo, quatro meses.