O vereador do PL de Ijuí, no interior do Rio Grande do Sul, Almiro Fortes foi obrigado pela Justiça do Trabalho a renovar postagens nas quais defende uma campanha de demissões de trabalhadores e trabalhadoras que tenham votado em Lula (PT) nas eleições do último domingo. Foi deferida liminar determinando ainda a publicação de uma retratação.
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No início desta semana, Fortes publicou em suas redes sociais um vídeo no qual ironiza as críticas de trabalhadores “esquerdistas” às ameaças de demissão relacionadas ao posicionamento político, dizendo que eles serão “libertados” ao serem demitidos. Ele disse que conversou com amigos empresários locais sobre a “onda nacional de demitir quem votou no Lula”. Ele defendeu uma campanha chamada “liberte um esquerdista”, estimulando demissões e que acha isso “maravilhoso” e “fantástico”. O slogan do vereador é “Trabalho e ética também na política”.
Por conta disso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) moveu ação contra o vereador, e o pedido liminar foi acolhido pelo juiz titular da vara trabalhista de Ijuí Luis Ernesto dos Santos Vecozzi. Na decisão, ele determina que Fortes “abstenha-se (…) de estimular, incitar, orientar ou solicitar que empregadores discriminem, dispensem, prejudiquem, não contratem ou persigam quaisquer trabalhadoras e trabalhadores por motivo de crença e convicção política”. A multa, em caso de descumprimento, será de R$ 100 mil. Também determina a remoção das publicações relacionadas à ação e a publicação de um comunicado de retratação, cujo texto informa que “todos trabalhadores e trabalhadoras têm o direito de escolher livremente suas candidatas e seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política, sendo proibido aos empregadores adotar qualquer medida de caráter retaliatório em razão da escolha eleitoral de suas trabalhadoras e seus trabalhadores, inclusive ameaça ou perda de emprego”.
O caso de Almiro Fortes é mais um entre diversos que vêm aparecendo nas redes sociais nos últimos dias. Empresários e políticos têm estimulado a demissão de trabalhadores que votaram no candidato do PT, que saiu vencedor, como forma de retaliação. Esse tipo de prática pode e deve ser denunciada tanto por quem for diretamente afetado quanto por quem souber de situações do tipo.
| Saiba como denunciar Caso você sofra ou saiba de algum caso de assédio eleitoral, pode denunciar diretamente para o Ministério Público do Trabalho. Basta acessar AQUI, selecionar o seu estado e seguir os passos. No caso do Rio Grande do Sul, também há um canal de denúncias do TRT4. Acesse AQUI e preencha o formulário. Há, ainda, o canal do Ministério do Trabalho e Emprego, AQUI. |












