SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS visita as justiças do Trabalho e Federal de Pelotas

A diretora Mara Weber esteve, ontem, em Pelotas, onde fez reuniões com servidores das justiças do Trabalho e Federal. Na primeira, além de um encontro com os colegas das varas trabalhistas, a dirigente conversou com os servidores da Central de Distribuição de Feitos (CDFs). Eles haviam solicitado uma visita do sindicato, pois estão preocupados com a extinção do setor, prevista para setembro. O mesmo já ocorreu em outras cidades.

Mara explicou que estudo do sindicato comprova que, se fosse considerada a média de execuções pendentes nas VTs de Pelotas nos últimos três anos, o número de servidores deveria ser maior do que o atual, dentro dos critérios estabelecidos pela resolução 63 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, o fato de esse passivo de execuções ser desconsiderado configura uma injustiça com os servidores da Justiça do Trabalho. Em novembro, na última sessão do CSJT, as execuções extrajudiciais foram incluí­das na contagem de movimentação processual, o que é um avanço, ainda que insuficiente.

Os servidores também reclamaram da falta de critério para distribuição de funções, o que acaba se refletindo em distorções nas remoções. A diretora lembrou que a Carta de Porto Alegre, aprovada no VI Congresso Estadual do Sintrajufe/RS, em novembro, responsabiliza os órgãos nas

questões de saúde. Ela sugeriu a realização de um mapeamento da movimentação por funções em todo o estado e que, no iní­cio de março, seja realizada uma reunião com representantes de todas as Centrais de Distribuição de Feitos e que seja entregue um documento ao TRT sobre a resolução 63 e a extinção das centrais. Os servidores concordaram com esses encaminhamentos.

Na reunião ampla, com as varas trabalhistas e a CDF, Mara explicou que, em encontros no TRT, a administração se comprometeu a não fazer remoções de ofí­cio devido à extinção das centrais e à adequação à resolução 63. No grupo maior, a diretora voltou a falar do estudo feito pelo sindicato que indica a injustiça de não ser considerado o passivo de execuções no cálculo da movimentação processual, o que resultaria não em um excedente, mas em uma falta de servidores. Quando estipulam [a administração] que a lotação é de dez, não consideram a quantidade de processos que os servidores têm de gerenciar , afirmou Mara.

Ela lembrou que o projeto de criação de gabinetes do TRT foi aprovado sem ter a previsão de servidores e que agora o tribunal tem de achar uma forma de implementar, mas os servidores não podem pagar por isso. A luta do TRT deve ser contra o CNJ, que está cortando tudo. Os servidores vão ter de se mobilizar, não dá para ser só por salário, vamos ter de incorporar a luta por melhores condições trabalho e estudos sobre a implementação do processo eletrônico na nossa pauta , finalizou. Mara disse que o sindicato encaminhará um documento ao TRT, ao CNJ e ao CSJT tratando desses assuntos e que também o levará para discussão no 8º Congresso da Fenajufe, que ocorre em abril, em Minas Gerais.

Na Justiça Federal, foi feita uma reunião única, com todos os setores. A diretora deu relato sobre as últimas movimentações acerca do pagamento do reajuste da GAJ. Além disso, os colegas aproveitaram para solucionar dúvidas sobre ações judiciais.

Nos dois locais, Mara fez a distribuição dos relógios que marcam a segunda etapa da Campanha de Pausas lançada pelo Sintrajufe/RS no ano passado.

Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS