O Sintrajufe/RS protocolou nessa segunda-feira, 2, ofício junto ao TRT4 no qual solicita que o recurso administrativo do sindicato, de 11 de dezembro, seja pautado no órgão Especial do tribunal na mesma data em que for apreciada a regulamentação da jornada. No recurso, o sindicato requer que o tribunal coloque em prática as 10 medidas de combate ao adoecimento e o assédio moral  .
As medidas têm por base os resultados da Pesquisa de Saúde do Servidor, de 2016, realizada pelo Sintrajufe/RS. Entre elas estão a realização de pausas de 10 minutos a cada 50 trabalhados, durante o expediente, e a prática de ginástica laboral com orientação presencial de profissional habilitado.
Recentemente, o TRT4 atendeu a uma das 10 medidas e trocou os monitores utilizados pelos servidores das 30 varas trabalhistas de Porto Alegre. A utilização de telas de mesma marca e modelo em cada computador evita variações de radiação e luminosidade que prejudicam a saúde ocular quando se trabalho com dois ou mais monitores simultaneamente. Há também uma preocupação com a questão postural, influenciada pelo tipo de monitor utilizado. Serão substituídos os monitores em todas as varas trabalhistas do estado.
O sindicato requer que as 10 medidas de combate ao adoecimento e assédio moral sejam debatidas na mesma data da discussão sobre a jornada de trabalho. Isso se deve ao fato de que o aumento da jornada proposto pela administração está diretamente relacionado com a saúde dos servidores. É importante lembrar que a última Pesquisa de Saúde do Sintrajufe/RSÂ mostrou que há forte relação entre os problemas encontrados no contexto de trabalho (condições de trabalho, relações de trabalho e organização do trabalho) e os níveis de adoecimento físico e psíquico dos servidores.
O requerimento do sindicato havia sido encaminhado há quatro meses e ainda não houve resposta por parte do TRT4. Agora, como a administração do TRT4 pretende pautar nos próximos dias nova regulamentação para a jornada de trabalho dos servidores, o Sintrajufe/RS reforçou o pedido por entender que não há por que não tratar, de forma global e simultânea, de ambos os temas e seus aspectos comuns referentes às condições de trabalho e saúde dos servidores .









