Servidores
federais lançam campanha salarial de 2013 pensando em repetir a
forças pela ‘data-basç’
As
reivindicações que norteiam a campanha salarial unificada do
funcionalismo federal, cujo lançamento está marcado para a próxima
quarta-feira (20), em Brasília, repetem os itens centrais da pauta
que no ano passado uniu a categoria na maior greve conjunta do setor
de pelo menos os últimos 12 anos.
Os
servidores apostam, outra vez, na unidade para pressionar o governo
Dilma Rousseff e obter avanços no atendimento das reivindicações.
Servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União
vão participar. Houve mudanças na programação. O ato público,
inicialmente previsto para ocorrer no auditório Nereu Ramos, na
Câmara, será nas ruas: representações dos trabalhadores de todo o
país planejam se concentrar em frente ao Ministério do
Planejamento, no Bloco K, onde pretendem forçar a ministra Miriam
Belchior a recebê-los.
Na
véspera, terça-feira (19), os servidores federais fazem, junto com
os colegas das esferas municipal e estadual, um seminário para
debater o direito de greve e a negociação coletiva. A marcação
‘casada’ das duas atividades reflete algumas das principais
preocupações do setor: as tentativas do governo de jogar as greves
na ilegalidade e cercear a organização sindical, enquanto se recusa
a garantir a negociação coletiva e a recompor os salários na
data-base, e as ameaças de ‘flexibilização’ dos direitos
trabalhistas.
A
atividade acontecerá no auditório Nereu Ramos, a partir das 13
horas. Os painéis sobre os temas terão as participações das
centrais sindicais (CUT /CSP-Conlutas/CTB) e representantes do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos) e do Diap (Departamento Intersindical de Assuntos
Parlamentares).
A
pauta protocolada em janeiro pelas entidades sindicais nacionais da
categoria no Planejamento, no Planalto, no Congresso, no Supremo
Tribunal Federal e no MPU apresenta como primeiro ponto a fixação
da data-base em 1º de maio. Também cobra uma política salarial
permanente que reponha a perda inflacionária, valorize o
salário-base e aponte a incorporação das gratificações.
Os
servidores pedem o fim de todas as formas de privatização nos
serviços públicos, rejeitam as possíveis reformas da Previdência
e querem que sejam retirados do Congresso Nacional projetos de lei
contrários à categoria. Dentre as reivindicações se encontra
ainda a defesa da paridade entre trabalhadores da ativa e
aposentados.
A
tentativa de repetir a unidade da campanha de 2012, que reuniu 32
entidades nacionais representativas do funcionalismo, reflete o peso
e a repercussão que a mobilização conjunta do ano passado
alcançou, algo que há muito tempo não se via. O fato de as
negociações finais terem sido fragmentadas pelo governo, que impôs
acordos segmentados, é um problema que não tem como ser esquecido
pelos dirigentes sindicais, mas que não ofusca a importância de
articular ações políticas conjuntas. Por outro lado, a quase
reapresentação da pauta da campanha passada revela que, apesar da
força da greve, o governo jogou duro e não atendeu os principais
eixos reivindicatórios. Quebrar o congelamento foi uma vitória, mas
ainda há muito pelo que lutar. É o que avaliam lideranças
sindicais do funcionalismo.
Editado
por Sintrajufe/RS – Fonte: Fenajufe









