SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

APOSENTADOS E APOSENTADAS

Quintativa do NAF, dia 25/6, terá visita guiada a exposições de artistas indígenas no Margs

A próxima Quintativa do Núcleo de Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sintrajufe/RS (NAF), será na próxima quinta-feira, 25,às 14h45min. Neste mês, os e as colegas participarão de uma visita mediada a duas exposições de artistas indígenas contemporâneos brasileiros no Museu de Arte do RS – Ado Malagoli (Margs), no Centro de Porto Alegre: “A essência da sabedoria Guarani”, de José Verá Mbya Nhenhandu Reko, e “MAHKU – Vende tela, compra terra”, do Movimento dos Artistas Huni Kuin (MAHKU).

Logo após a visita guiada, o grupo participará de uma oficina vinculada à exposição “MAHKU Vende tela, compra terra”, onde será feito um mosaico coletivo. A atividade, do início da visita guiada até a oficina, terá duração de cerca de duas horas.

Ponto de encontro

O ponto de encontro será diretamente na entrada do Margs, às 14h45min. O museu fica na Praça da Alfândega, s/n, entro de Porto Alegre).

Inscrições

Para participar da Quintativa, sindicalizados e sindicalizadas (aposentados, aposentadas e pensionistas) devem se inscrever até as 18h de quarta-feira, 24, pelo e-mail [email protected], pelo WhatsApp (51) 98012-6003 ou pelo telefone (51) 3235-1977, com Carla.

Sobre as exposições

José Verá é contador de histórias que transmitem as tradições e as memórias da cultura Mbya Guarani. Autodidata, utiliza lápis de cor e hidrocor para desenhar sobre a criação do mundo e da natureza. A exposição apresenta uma seleção de 28 desenhos que elucidam aspectos centrais da cosmovisão Guarani, oferecendo uma amostra da produção desenvolvida pelo artista nos últimos 30 anos.

“A essência da sabedoria Guarani” é a primeira exposição individual de Verá em um museu de arte. A mostra assinala também um marco na história do Margs, que, em seus 71 anos apresenta, pela primeira vez, uma exposição individual dedicada a um artista Guarani.

A exposição “MAHKU – Vende tela, compra terra” estreou na SBC Galeria de Arte Contemporânea de Montreal (Canadá), em 2022, passou pelo Museu Ilnu de Mashteuiatsh (também no Canadá), em 2024, e agora é apresentada pela primeira vez no Brasil.

O MAHKU foi criado em 2013, com o objetivo de estabelecer um modo de atuação capaz de oferecer condições de subsistência ao povo Huni Kuin. Essa etnia reúne cerca de 16.000 pessoas que vivem na floresta amazônica, em uma região que abrange o estado do Acre e o Peru. O grupo atua no campo da arte e no circuito de exposições, tendo sido amplamente reconhecido em 2024, com a participação na Bienal de Veneza.

A produção artística do MAHKU está vinculada à história de resistência do povo Huni Kuin, que foi submetido a regimes de exploração durante o ciclo da borracha, a partir do século XIX. O coletivo transforma e traduz os huni meka – cantos que conduzem os rituais com ayahuasca do povo Huni Kuin – em pinturas, murais e desenhos.

Com informações do Margs