SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

APOSENTADOS E APOSENTADAS

Quintativa de abril teve ida ao cinema e conversa com estudantes indígenas sobre suas trajetórias na universidade

A Quintativa de abril do Núcleo de Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sintrajufe/RS (NAF), aconteceu no dia 30, com uma sessão de três curtas-metragens na Sala Redenção da Ufrgs, seguida de conversa com estudantes indígenas da universidade. A programação integrou a mostra “O canto da terra viva”, em homenagem ao Mês dos Povos Indígenas, valorizando produções audiovisuais sobre as identidades, os saberes e a resistência dos povos originários brasileiros.

Foram exibidos três curtas-metragens: “Ga vī: a voz do barro” (2022) é um filme de animação sobre a produção de objetos de cerâmica pelo povo kaingang, no Paraná; no documentário “Fuá – o sonho” (2025), uma jovem criada longe das tradições de seu povo busca respostas em uma jornada de cura e reconexão, decifrando o sonho que teve com uma planta misteriosa a fim de encontrar sua verdadeira identidade. Por fim, o documentário “Da aldeia à universidade” (2025) aborda as experiências e os conflitos culturais dos indígenas srowasde xerente e krtadi xerente ao saírem da aldeia em busca da formação universitária.

Após a exibição dos curtas, o público conversou Raquel Kubeo, Susana Maria de Assis e Odirlei Kaingang, estudantes indígenas. Elas e ele falaram sobre as etnias Guarani-mbya e Kaingang, ressaltando que os ensinamentos dos mais velhos, os anciãos, são respeitados nas aldeias e passados para os mais jovens e que essa é uma forma de manter a memória  nas aldeias para as futuras gerações.
 
Raquel, Susana e Odirlei relataram que enfrentaram muita resistência desde a instituição de cotas para estudantes indígenas, mas que atualmente muitas coisas mudaram. Falaram também sobre suas trajetórias e as dificuldades por estarem em uma universidade com um povo de cultura e idioma diferentes.

Ordilei destacou que é importante, nas eleições deste ano, escolher representantes que defendam políticas de inclusão e que valorizem indígenas e afrodescendentes. Para ele, o parlamento precisa dialogar com esses povos e suas histórias.

A diretora do Sintrajufe/RS Carmem Regina Ribeiro se manifestou agradecendo pela conversa e pelas informações. Ela reafirmou a importância da diversidade nas universidades, com a valorização de diferentes conhecimentos, identidades e culturas.

As e os colegas aposentados que participaram da atividade expressaram aprovação pela escolha, destacando que foi muito interessante a iniciativa da Ufrgs para divulgação e da cultura e de trajetórias de estudantes indígenas na vida acadêmica.

Reunião do NAF será no dia 14

A próxima reunião ordinária do NAF será no dia 14, às 15h, em formato híbrido (presencial e online). No encontro, serão tratados os seguintes assuntos: reposição salarial (luta pela derrubada do Veto 45/2025, com reajuste em 2027 e 2028); assembleia geral, Quintativa, XXV Plenária Nacional da Fenajufe, entre outros assuntos.