SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Obras na JF transformam local de trabalho em verdadeiro inferno





Barulho ensurdecedor de serra elétrica e de furadeira varando concreto, fiação elétrica exposta, poeira em suspensão, tábuas desabando a todo momento, ferros retorcidos, cacos de vidro e toda espécie de caliça pelo caminho. Este cenário de terra arrasada, na verdade, é o local de trabalho dos servidores da Justiça Federal lotados no 3º andar de seu majestoso prédio. As obras, iniciadas desde a semana passada, e com previsão de serem concluí­das apenas em março, removeram pelo menos duas seções de seus lugares originais – a de Benefí­cios e a de Legislação – que foram remanejadas e instaladas precariamente em pontos diversos do edifí­cio. Outras seções, no entanto, permaneceram naquele andar, obrigando os servidores a dar expediente em meio ao caos e em local insalubre. É inconcebí­vel estarmos expostos a este ambiente, tendo que trabalhar neste cenário de horror , desabafou um dos colegas afetados.


Ao visitar o local, na tarde de sexta-feira, 1°/2, a diretora do Sintrajufe/RS Silvana Klein mal podia ouvir as queixas dos servidores, tal era o ruí­do produzido pelos equipamentos dos operários. Não temos para onde correr , disse a diretora do Sintrajufe/RS Marli Zandoná, que trabalha na seção de Folha de Pagamentos, bem ao lado da confusão das obras. O pior é que vai piorar ainda mais , continuou, já que, em alguns dias, vão começar a lixar gesso aqui dentro . Bastante abalada, outra servidora contou que a situação no local de trabalho a está deixando à beira de um ataque de nervos. Por causa deste inferno, estou cometendo erros de atenção em meu trabalho, não consigo me concentrar nas tarefas , contou ela, trêmula e contendo as lágrimas. Em pior situação encontram-se as recepcionistas, todas terceirizadas, que estão trabalhando no próprio ambiente das obras, sem um biombo sequer a protegê-las. Durante a visita, chamou a atenção, também, o fato de os operários estarem trabalhando sem qualquer equipamento de proteção, como luvas, capacetes, máscaras ou tapa-ouvidos.


Nesta segunda-feira, 4, a situação tornou-se ainda mais crí­tica. Por causa da nuvem de pó provocada pelo gesso, uma colega grávida teve um quadro de sangramento pelo nariz e precisou de atendimento médico. No meio da tarde, na tentativa de minimizar os efeitos da poeira, foi colocada uma lona preta na principal passagem para o local da obra, providência que se mostrou inútil, visto que o entra-e-sai dos trabalhadores é constante.


O Sintrajufe/RS está solicitando uma audiência com o diretor do Foro da Seção Judiciária do RS, juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli, em caráter de urgência, para tratar deste problema e buscar uma solução imediata para o sofrimento dos servidores.


Para ver as imagens feitas durante as visitas à JF, clique aqui.


Por Willians Barros – Sintrajufe/RS