SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Em busca de consenso, debate sobre negociação coletiva e direito de greve será estendido para os estados

Dando
continuidade às atividades da semana, a Condsef/CUT participou,

nesta terça-feira (19), de uma oficina na Câmara dos Deputados para
acumular debate a respeito de negociação coletiva e direito de
greve. A discussão, que aconteceu no auditório Nereu Ramos, contou
com a presença de um número significativo de servidores. Também
participaram do debate, representantes do Diap, Dieese, da AGU e das
centrais sindicais. A oficina ainda contou com a presença de vários
parlamentares, entre eles o deputado federal Policarpo, único a
apresentar no Congresso um projeto que também trata da
regulamentação da negociação coletiva no setor público.
Policarpo colocou seu mandato à disposição dos trabalhadores para
buscar a aprovação de uma proposta que conte com a participação
ativa da categoria. Apesar de complexo, o debate em torno desses
temas deve ser levado adiante na busca de um consenso para que uma
proposta que contemple o direito dos trabalhadores mobilize todos na
luta por sua aprovação no Congresso. Para tanto, o debate sobre
negociação coletiva e direito de greve deverá ser estendido aos
estados. Divergências existem e, por isso mesmo, os debates são
fundamentais na busca de um consenso. A Condsef também esteve hoje
no Ministério do Planejamento onde participou da primeira reunião
do ano para negociar a pauta especí­fica dos setores de sua base.

O
secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, que
apresentou sua nova equipe de negociação, apontou março como
iní­cio das reuniões que vão continuar as discussões em torno das
demandas dos setores da base da Condsef. A SRT se comprometeu a
encaminhar um calendário oficial de reuniões até o iní­cio do
próximo mês para a retomada das negociações. Além dessas
reuniões setoriais, temas conjuntos da base da Condsef – entre
eles os que fazem parte do Termo de Acordo no 11 – também serão
discutidos. A Confederação solicitou que fossem priorizados três
temas num primeiro momento: 1) a busca para que seja considerada para
fins de aposentadoria a média dos pontos da gratificação recebida
pelo servidor nos últimos cinco anos. 2) a equalização de tabela
salarial que envolve a Lei 12.277/10. 3) A implantação de
gratificação de qualificação (GQ) para categorias que ainda não
possuem.

A
Condsef também vai formalizar ao Planejamento as demandas e
resoluções tiradas nas plenárias promovidas pelos setores de sua
base. A entidade solicitou ainda que o Planejamento dê atenção
prioritária a problemas que o próprio governo reconhece. Entre eles
está, por exemplo, a situação dos servidores do HFA e anistiados
que acabaram sofrendo prejuí­zo por não terem sua tabela equiparada
ao PGPE antes que o reajuste negociado em agosto de 2012 fosse
aplicado. Uma reunião com representantes do RH do Ministério do
Trabalho, Planejamento e Condsef também deve ser agendada para
discutir situações pendentes de uma greve ocorrida em 2011.

Planos
de saúde –

outro tema macro que deve contar com reuniões especí­ficas diz
respeito a planos de saúde de autogestão. A Condsef relatou que tem
recebido inúmeras reclamações dos servidores de sua base sobre os
aumentos que foram repassados mesmo tendo sido acertado o aumento da
contrapartida do governo. O impacto continua alto para os salários
da maioria dos federais e a rede de atendimento tem deixado muito a
desejar. O Planejamento concordou que este é um tema que precisa ser
abordado com tranqüilidade por se tratar de algo fundamental para os
trabalhadores e suas famí­lias.

A
Condsef vai seguir pressionando para que o governo apresente solução
de problemas que estão prejudicados servidores de sua base, além de
cobrar atendimento das demandas mais urgentes das categorias que
representa.

Fonte:
Condsef/CUT