Deboche e escárnio são algumas das palavras com que se pode classificar a Mensagem da presidenta da República, Dilma Rousseff, por ocasião do Dia do Servidor Público . Publicado no Portal do Servidor, na data de hoje, o texto é uma homenagem de Dilma aos servidores.
A presidente reconhece o esforço, o trabalho, a dedicação dos milhares de servidores de todo o Brasil em prol da população. Também cita o papel preponderante do funcionalismo no funcionamento do Estado e no fortalecimento da democracia. Trata, ainda, da alta qualidade dos serviços prestados, do profissionalismo, da competência e do empenho dos funcionários públicos.
Dilma se apresenta como servidora pública e afirma que tem imenso orgulho de fazer parte deste admirável conjunto de servidores que ajuda a construir, a cada dia, uma Nação mais justa e desenvolvida . Os servidores poderiam se sentir homenageados e parabenizados, não tivesse a mensagem vindo de uma chefe de governo que se recusa a sequer repor as perdas inflacionárias do conjunto do funcionalismo. Uma presidente que, ao longo de um mandato inteiro e no início de um novo governo, só deu mostras de que age em nome do capital financeiro, das grandes empresas e do latifúndio.
Se os servidores realizam bem seu trabalho, isso não se deve às condições ofertadas pelo governo. Em todo o país, a desvalorização, além de salarial, é vista nos locais de trabalho e, não poucas vezes, sem o básico necessário para o atendimento digno da população, principalmente a mais pobre.
Dilma reafirma o compromisso do nosso governo com a permanente valorização das servidoras e dos servidores , mas isso é apenas um discurso vazio. Na prática, o governo corta nomeações de aprovados em concursos; busca, de forma escamoteada, reduzir o tamanho do Estado, por meio de concessões de serviços públicos a empresas privadas. Transformando o Congresso Nacional em um balcão de negociatas, o governo busca impedir a derrubada do veto ao PLC 28/15 e usa sua influência no STF para apresentar proposta rebaixada de ajuste. Os servidores, não apenas do Judiciário Federal, mas do Executivo, sofrem grandes perdas salariais, ameaças ao direito de greve e degradação das condições de trabalho frente a um governo que tem como interesse principal pagar os banqueiros.
Seguiremos oferecendo à população o melhor atendimento possível, não com o apoio do governo Dilma, mas apesar dele. Buscamos valorização e um serviço público de qualidade e, nessa luta, o governo tem se mostrado não um aliado, mas um adversário.









