O Sintrajufe/RS divulgou, através da edição desta quinta-feira, 14, do jornal Correio do Povo, uma nota pública na qual repudia o desrespeito do governo com os servidores do Judiciário Federal. Na nota, o sindicato aponta as distorções do relatório apresentado pelo Ministério do Planejameto a respeito do projeto de reposição salarial da categoria, destacando a tentativa de colocar a população contra os servidores por meio de manipulações dos dados.
 
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O texto ainda lembra os nove anos sem reposição e as perdas salarias, além do aumento concedido às cúpulas dos Poderes no início do ano e das medidas de ajuste fiscal que prejudicam o conjunto da classe trabalhadora. A partir desse panorama, a nota divulgada pelo Sintrajufe/RS convoca todos à luta e manifesta a indignação da categoria: “Não iremos aceitar calados o desrespeito com que estamos sendo tratados, e vamos cobrar nas ruas a dívida de nove anos de arrocho salarial que governo e STF possuem com os servidores do Judiciário Federal”, explica a nota.
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Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Sintrajufe/RS no jornal Correio do Povo desta quinta-feira, 14:
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NOTA PúBLICA DO SINTRAJUFE/RS
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Governo mente e distorce dados sobre reposição salarial dos servidores do Judiciário Federal!
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Depois de nove anos de arrocho salarial, exigimos respeito!
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GOVERNO MENTE E DISTORCE DADOS SOBRE REPOSIÇÃO SALARIAL DOS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL!
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DEPOIS DE NOVE ANOS DE ARROCHO SALARIAL, EXIGIMOS JUSTIÇA E RESPEITO!
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Não bastassem os nove anos de arrocho salarial imposto aos servidores do Judiciário Federal, em nota publicada no dia de 12 de maio o Ministério do Planejamento manipula e distorce números e dados para atacar o projeto de lei que reestrutura o plano de cargos e salários da categoria (PLC 28/15, em tramitação no Senado).
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Em seu documento, o governo desconsidera as perdas salariais causadas pela inflação nos últimos nove anos, deixando mais uma vez nítida a intenção da presidente Dilma Rousseff (PT) de jogar a conta da crise econômica sobre as costas dos trabalhadores. Ao comparar os salários dos servidores do Judiciário Federal com os do Poder Executivo, a nota do Ministério do Planejamento escolhe setores pior remunerados e ignora as tabelas salariais de cargos que exercem funções correlatas no próprio Executivo e no Legislativo, que recebem valores superiores a analistas e técnicos dos tribunais federais.
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Pior que isso, buscando atacar a categoria perante a opinião pública, o governo manipula dados e estipula o valor de R$ 25,7 bilhões como o custo de aplicação do projeto até 2018. A contradição dos números apresentados, porém, fica evidente quando se observa que se a proposta fosse aplicada em uma única parcela e, portanto, com impacto orçamentário imediato maior, o número divulgado pelo governo teria que ser bem inferior, cerca de R$ 10,5 bilhões. Não haveria parâmetro para estabelecer que o custo de um projeto de reajuste salarial é a soma de sua aplicação ao longo de quatro anos, quando a lei orçamentária é anual.
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Ainda nesta semana, em reunião da coordenação política no Planalto, a presidente Dilma havia se manifestado contra o reajuste, alegando que ele é incompatível com o ajuste fiscal do governo, cobrando de senadores da base aliada que a proposta fosse travada no Senado. Chama a atenção, contudo, que o mesmo argumento não foi utilizado há cerca de 20 dias, quando Dilma sancionou o orçamento de 2015 com aumentos nas remunerações restritos a ela, ministros, parlamentares, juízes e procuradores (estes dois últimos que recentemente passaram a receber, também, a parcela auxílio-moradia , a partir de resoluções dos respecticos Conselhos Superiores).
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Fica claro que a única prioridade para o governo segue sendo agradar o mercado financeiro às custas de nossos direitos e arrocho salarial. A aprovação das Medidas Provisórias 664 e 665, que atacam diversos direitos trabalhistas e previdenciários, é o exemplo mais recente dessa política nefasta à classe trabalhadora.
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Com essa postura, somada à total subserviência e omissão do Supremo Tribunal Federal, o governo infelizmente empurra a categoria novamente para a greve, impondo mobilização para garantir a valorização dos trabalhadores que prestam serviço à população, cumprindo metas abusivas muitas vezes às custas da própria saúde. Não iremos aceitar calados o desrespeito com que estamos sendo tratados, e vamos cobrar nas ruas a dívida de nove anos de arrocho salarial que governo e STF possuem com os servidores do Judiciário Federal.








