O jornal Folha de S. Paulonoticiou em seu site, na noite desta segunda-feira, o resultado de uma reunião envolvendo a presidente Dilma Rousseff (PT), o senador e líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (PT-MS), e o líder do governo no Congresso, deputado José Pimentel (PT-CE). De acordo com a Folha, Dilma afirmou, no encontro, que o governo é contra o projeto de reposição salarial dos servidores do Judiciário, e pediu que Delcídio busque o adiamento da votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJC,) para tentar impedir a aprovação iminente.
O senador teria relatado à presidente a situação do projeto, apresentando um estudo orçamentário sobre o impacto do PLC 28/15. Segundo a reportagem, “Dilma mostrou surpresa e preocupação com a informação de que um projeto de lei prestes a ser aprovado no Senado terá tal impacto e cobrou sua equipe econômica por não ter monitorado o tema antes”, além de lembrar o momento de ajuste fiscal no país.
Valores divulgados pela Folha não fecham com a realidade
Na verdade, os dados que a matéria da Folha de S. Paulo apresenta são superestimados. Conforme estudos realizados pelos sindicatos da categoria, o impacto orçamentário não chega à metade dos R$ 16 bilhões apontados pela reportagem. O mesmo acontece com os percentuais de aumento salarial: ao contrário do que afirma a matéria, a maior parte dos cargos alcançaria apenas a reposição das perdas salariais dos últimos nove anos, que já chegam próximas a 50%.
Ao pedido de Dilma pelo adiamento, Delcídio respondeu que será difícil, já que os demais membros da CCJC se mostram empenhados na aprovação do projeto. Assim, mantém-se a forte a possibilidade de votação na quarta-feira, 13, mas a pressão precisará ser redobrada para que o projeto siga avançando. Para vencer a resistência do governo, é preciso ampliar a mobilização e demonstrar a força da categoria.
Contrariedade do Executivo com o projeto impõe mobilização urgente: todos à paralisação do dia 14, com ato público nas varas trabalhistas
Com a necessidade de ampliar a mobilização, os servidores do Rio Grande do Sul realizamparalisação de 24 horas na quinta-feira, 14. Durante a paralisação, será realizado um ato público, às 14h30min, nas varas trabalhistas de Porto Alegre. É fundamental a participação de todos nesse momento-chave da luta pela reposição, demonstrando a força da categoria.
Nesta quarta-feira, 13, o Sintrajufe/RS enviará uma delegação a Brasília para acompanhar a votação do PL 28/15 na CCJC. No próximo final de semana, em reunião ampliada da Fenajufe, a direção do Sintrajufe/RS irá propor a construção de um indicativo de greve nacional já para o mês de junho, para que, unida e mobilizada, a categoria possa buscar a reposição salarial apesar da má vontade do governo.








