O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, nessa quinta-feira, 7, um estudo sobre os novos valores das cestas básicas nas capitais brasileiras. No estudo, a entidade aponta que, para possibilitar a sustentação de uma família com quatro pessoas, o salário mínimo deveria ser de R$ 3.251,61, ou seja, 4,13 vezes maior do que o atual mínimo, de R$ 788,00. O cálculo é feito a partir da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo (R$ 387,05).
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Em abril, o trabalhador que recebeu salário mínimo comprometeu 50,9% do seu salário com a compra da Cesta Básica de Porto Alegre, já que o custo da cesta básica na capital gaúcha subiu 2,49% entre março e abril, chegando agora a R$ 368,97. No acumulado dos últimos doze meses, a variação na capital gaúcha foi de 2,67%. Se considerarmos apenas 2015, o acréscimo é de 5,86%.
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Entre março e abril, o produto da cesta básica que mais subiu em Porto Alegre foi o tomate (24,40%), enquanto o preço da batata foi o que mais teve queda (14,61%). Já no ano, a maior subida foi do tomate (18,45%), e, a maior queda, da farinha (6,38%). Nos últimos doze meses, a carne (18,24%) foi o produto com maior acréscimo de preço, e a batata (19,57%) teve a maior redução. Porto Alegre tem atualmente a quarta cesta básica mais cara do país, atrás apenas de São Paulo (R$ 387,05), Vitória (R$ 376,46) e Rio de Janeiro (R$ 374,85).
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O trabalhador brasileiro com rendimento de um salário mínimo necessitou, em abril, cumprir uma jornada de 103h01min para adquirir os bens alimentícios básicos. Essa jornada foi maior do que registrada em março (100h31min), mas inferior à verificada em abril de 2014 (109h12min).
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Das 18 capitais onde o Dieese realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, 17 tiveram aumento de preço no conjunto de bens alimentícios, em abril. As maiores elevações foram apuradas em Campo Grande (6,05%), Rio de Janeiro (4,51%), Natal (3,98%) e João Pessoa (3,98%). O único decréscimo foi registrado em Manaus (-1,73%).
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Leia AQUI o relatório completo divulgado pelo Dieese.








