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O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, recebeu os servidores em Brasília em um dia marcado por manifestações do funcionalismo em alguns estados. Participaram da negociação as 29 entidades e três centrais sindicais que integram o Fórum Nacional dos Servidores e organizam a campanha salarial conjuntaque atuaram em bloco na reuniãoe outras 16 que estão fora da articulação da mobilização unificada.
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O governo tentou impedir a participação da Fenajufe, sob o argumento de que se trata de outro poder, em uma tática já usada em anos anteriores. No entanto, o coordenador da federação Saulo Arcangeli participou da reunião, enquanto dirigente da CSP-Conlutas. Outro representante da central, Paulo Barela criticou o argumento do ministério. Disse que o Planejamento que se recusa a negociar com os representantes sindicais do Judiciário e do Legislativo é o mesmo que aplica os cortes nas propostas salariais dos servidores desses poderes.
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Calendário
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A proposta de calendário apresentado pelo governo prevê que em abril o ministério avaliará os impactos das reivindicações e de maio a julho acontecerão as reuniões de negociação. O que vier a ser fechado será encaminhado ao Congresso Nacional, na forma de projeto de lei, até 31 de agosto. Os servidores questionaram os prazos e reivindicaram a antecipação do cronograma. O ministro disse considerá-los razoáveis e que eventual mudança seria decorrente dos avanços nas conversas.
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Os representantes do governo defenderam buscar um acordo que dure mais que um anoapresentaram quatro anos como o ideal. Nas últimas negociações, em meio à greve de 2012, os servidores não conseguiram evitar que o índice de reajuste de 15,8% fosse parcelado em três anos. As entidades que integram o Fórum dos Servidores defenderam que as negociações se deem com o conjunto dos federais, e não isoladamente por categoria.
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Em momento algum o ministro falou em proposta de índice de reajuste, mas antecipou que o governo considera os 27,3% reivindicados pelos servidores na pauta conjunta inaceitável por ter um impacto muito grande . Sobre tentar alinhavar um planejamento de quatro anos, não deixou claro se isso significaria reprisar 2012, quando se parcelou o reajuste em três anos, ou fixar uma política salarial permanente com base em algum parâmetro.
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Como se esperava, o ministro disse que o “resultado negativo” nas contas da União em 2014 precisava ser revertido. O presidente do Sindicato Nacional dos Docentes, Paulo Rizzo, criticou essa perspectiva do governo. A fórmula que eles apresentam para isso é o ajuste fiscal, com retirada de direitos dos trabalhadores e redução da folha de pagamento do funcionalismo, o que pode representar a terceirização de várias funções no serviço público , disse, segundo divulgado pelo Andes-SN.
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Ministro defende redução da folha de pagamento em relação ao PIB
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O resultado da primeira reunião de negociação da campanha salarial, que está apenas começando, mostra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) com uma posição de certo modo diferente da do ano passado, quando logo de início descartou qualquer possibilidade de discutir reajuste e, logo em seguida, disse que não havia espaço para negociar quaisquer pontos da pauta. Mas, nem por isso, o cenário parece ser melhor. Ao mesmo tempo em que acenou com a possível negociação, o Planejamento ressaltou a situação econômica, defendeu o ajuste fiscal, disse que as medidas provisórias 664 e 665, que cortam benefícios trabalhistas e previdenciários, “não mexem com direitos” e frisou que a política do governo é reduzir a relação PIB x folha de pagamento.
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Quanto a isso, o próprio ministro disse, em entrevista coletiva após a reunião, que essa é uma diretriz adotada há alguns anos e que vem dando resultados. E fez questão de comparar o governo petista com o dos tucanos ao mencionar que, em 2002, na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a folha representava 4,8% do PIB, caiu para 4,2% em 2012 e no ano passado estava em 4,3%.
Ao final, o coordenador Saulo Arcangeli conversou com o ministro Nelson Barbosa sobre os projetos que tramitam no Congresso (pprojetos de lei 7.919/14 e 7.920/14). Segundo Arcangeli, o ministro disse que ainda não tem acordo com o governo e que aquele não era o fórum adequado para discutir essa pauta, pois ali era para tratar com nossos servidores servidores do Executivo. Barbosa fez questão de destacar que a Fenajufe vai fazer parte do processo de negociação com STF e PGR. Na avaliação do coordenador, essa posição do ministro demonstra mais uma vez que, apesar de interferir no orçamento do Judiciário, o governo não quer discutir com a Fenajufe.
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Os servidores não saíram contentes da reunião. O que percebemos é que teremos um ano de muita luta , disse Saulo, da Fenajufe, assinalando que o sucesso da campanha salarial depende de uma mobilização capaz de acelerar o calendário de negociações e obrigar o governo a rever a sua política. Fazer uma grande jornada de manifestações em Brasília, de 7 a 9 de abril, é o próximo desafio dessa luta.
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Aqui no Rio Grande do Sul, no dia 8 de abril, todos devem parar o trabalho por duas horas, para marcar positivamente a retomada da mobilização salarial da categoria. Em Porto Alegre, todos ao ato público, às 14h30min, na 1ª Instância da Justiça Federal!
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Sintrajufe/RS, com informações de LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho; e FenajufeÂ








