
Aproximadamente duas mil pessoas de mais de 30 entidades participaram na manhã desta quinta-feira, 12, de um ato público no Centro de Porto Alegre. A manifestação, da qual o Sintrajufe/RS participou, teve como pautas as lutas contra os cortes e ataques a direitos vindos dos três níveis de governo: da presidente Dilma Rousseff (PT), do governador José Ivo Sartori (PMDB) e do prefeito José Fortunati (PDT). Além do Sintrajufe/RS, participaram da mobilização entidades como Simpa, Sindjus, Atempa, Simpe, SindPPD, CSP-Conlutas, diversos núcleos do CPERS, Sindisaúde, Aserghc, Assufrgs, entre outras organizações sindicais e estudantis.
A concentração começou às 9h, em frente à Prefeitura. Lideranças sindicais se revezaram ao microfone, destacando pautas específicas de cada categoria ali representada e a necessidade de luta conjunta dos trabalhadores para evitar mais perdas para todos. Participaram do ato também moradores da Vila Dique, que tem enfrentado graves problemas de infraestrutura causados pelo abandono da Prefeitura. Perto das 11h, os sindicalistas saíram em caminhada descendo a Avenida Borges de Medeiros e se dirigindo ao Palácio Piratini. No caminho, cruzaram com milhares de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que desciam a mesma avenida em direção a uma manifestação organizada pela CUT no Largo Glênio Peres, que visava a defesa do governo, o pedido de uma reforma política e a crítica às medidas de ajuste econômico. Enquanto se cruzavam, sindicalistas e MST se aplaudiram mutuamente. Ao microfone, os representantes dos sindicatos saudaram as lutas do MST e destacaram a necessidade de uma reforma agrária profunda.
 
Chegando ao Palácio Piratini, mais discursos inflamados em defesa dos direitos dos trabalhadores. Cristiano Moreira, diretor do Sintrajufe/RS, relatou aos presentes as dificuldades enfrentadas pela categoria, que já acumula perdas salariais de quase 50%. Cristiano também convocou todos à unidade, de forma que as mobilizações sejam capazes de fortalecer o conjunto da classe trabalhadora independente e de luta, sem amarras com os patrões, com os partidos ou com o governo.
 
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Ao final do ato, uma comissão de sindicalistasdentre os quais estava Cristiano, representando o Fórum Gaúcho de Servidores Públicos Federaisfoi recebida pelo chefe da Casa Civil do governo estadual, Márcio Biolcchi (PMDB), a quem apresentaram e defenderam pautas ligadas à Saúde, à Educação e aos salários, cuja ameaça de atraso no pagamento é real e já foi admitida pelo governo. Biolcchi prometeu que o Estado fará todos os esforços para não atrasar os salários, mas não garantiu que isso não vá ocorrer.
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A diretora do Sintrajufe/RS Eliana Falkembach, que também esteve presente no ato, entende que o protesto foi muito positivo, inclusive pelo peso da participação dos servidores federais: “Superou as expectativas. Estava muito organizado, foi uma grande demonstração de força”, avalia.
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Pedro Ramos Neto, servidor da Justiça Federal de Gravataí, também considerou a mobilização significativa: “Não tenho nenhuma dúvida de que foi uma boa retomada do movimento e da unidade. É a retomada da luta de um campo independente, em um momento muito importante”, explica ele.
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Para Cristiano Moreira, a grande importância da mobilização foi a unidade entre servidores federais, estaduais e municipais: “Tanto o governo Dilma quanto os governos Sartori e Fortunati aplicam um duro ajuste fiscal, duros ataques, buscando colocar nas costas dos trabalhadores a crise econômica”, destacou. Cristiano ainda ressaltou a importância de solidarizar-se e apoiar os servidores estaduais ameaçados pela possibilidade de parcelamento dos salários.
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Veja mais fotos do ato:
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