
O Sintrajufe/RS, representado pelo diretor Paulinho Oliveira, participou na tarde de terça-feira, 3, de um forte protesto dos servidores do Judiciário Federal em defesa da reposição salarial da categoria. A manifestação foi em Brasília, e contou com a participação de centenas de colegas de diversos estados.
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De preto e portando guarda-chuvas também pretos, os manifestantes atravessaram a Praça dos Três Poderes e rumaram ao Palácio do Planalto, onde a segurança utilizou spray de pimenta para afastar os trabalhadores das grades. Com o ato tensionado, o Planalto resolveu receber uma comissão dos manifestantes, embora a comissão tenha sido recebida apenas pelo assessor para Assuntos de Movimentos Sindicais, José Lopez Feijó. O ato foi importante para conseguir conversar com o executivo, a mobilização tem q continuar para conseguir vencer o arrocho salarial da Dilma e a enrolação do ministro Lewandowski e do PGR”, disse Eugência Lacerda, da direção da Fenajufe, que participou da referida reunião.
O diretor Paulinho Oliveira destacou a intensidade do protesto e a indignação visível em cada servidor presente: “Deixamos isso claro para o Supremo, materializamos nossa indignação no ato simbólico da ruptura da grade, mostrando que agora é preciso negociar de forma mais intensa, não apenas de maneira protocolar”, afirmou.
Já na quarta-feira, representantes da categoria estiveram percorrendo o Congresso Nacional em busca de apoios para a inclusão da reposição salarial na Lei Orçamentária, que deve ser votada nos próximos dias. Foram realizadas conversas com líderes partidários pedindo a inclusão do projeto como prioridade. A votação do orçamento acabou não ocorrendo no dia de ontem, como inicialmente estava previsto. A sessão chegou a ser aberta, mas foi cancelada. Nova sessão do Congresso foi convocada para a próxima terça-feira, dia 10 de março.
 
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Para Paulinho, as atividades de terça e quarta-feira mostraram o cumprimento, pela categoria, de um “duplo caráter” necessário à mobilização neste momento: a busca de diálogo com os parlamentares e a pressão através da base.








