
O final da tarde e o início de noite dessa quinta-feira, 12/2, foi momento de mais um protesto contra o aumento das passagens de transporte coletivo em Porto Alegre. O aumento, que deve ser definido nos próximos dias, levou mais de mil pessoas ao Centro da capital gaúcha para cantar, pular e gritar em defesa do transporte público.
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Assim como na semana anterior, o Bloco de Lutas levou um carnaval diferente às ruas. Com a bateria tocando forte e passos firmes, os ativistas entregaram panfletos e conversaram com a grande quantidade de trabalhadores que recém fechava as casas de comércio, esperava seus ônibus nos terminais do Centro ou apenas circulava pela região. Muitos aplaudiram e participaram dos coros, interessados, também, em barrar mais um aumento.
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A concentração começou às 18h em frente à Prefeitura. A pouca quantidade de presentes poderia trazer algum pessimismo, mas a bateria impedia qualquer possibilidade de desânimo. A saída em caminhada se deu por volta das 19h, não sem antes algumas bexigas de tinta preta estourarem nas paredes do prédio. A indignação com a possibilidade de aumento cresce.
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A caminhada foi tranquila, seguindo pelas ruas onde o Bloco já costuma passar na maioria dos atos, sempre com a Brigada Militar cerca de cem metros para trás. Também nas portas de bancos, do Mc Donald’s e de prédios públicos, como o da CEEE, os manifestantes encontraram grupos do Batalhão de Choque da BM. Mesmo assim, não houve provocações, e o clima tranquilo seguiu sempre. Na saída de um terminal, depois de muito diálogo com a população, foi ouvido o único som que não era bateria ou canto: um rojão estourou no fim da marcha, que, após um pequeno susto, seguiu sem problemas.
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A organização funcionou. O Bloco seguiu coeso, coletivo, sem espasmos individuais. Na frente e nos lados da marcha, os comandos para que tudo se mantivesse seguro para todos e na direção certa. No meio da multidão, dança, canto, punhos erguidos e mãos ao alto porque esse aumento é um assalto .
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Em frente à CEEE, lado a lado com o Choque, o canto soou alto: Não acabou, tem que acabar! Eu quero o fim da polícia militar! . Pouco antes, também na Avenida Borges de Medeiros, em frente ao Tudo Fácil, uma pequena performance: ativistas agachavam-se e, aos poucos, subiam de volta enquanto subia seu grito de quem não pula quer aumento . E pulavam. Nada de aumento.
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A marcha foi encerrada no Largo Zumbi dos Palmares, como de costume. A próxima assembleia do Bloco será no dia 18, na próxima quarta-feira, às 18h, no Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). No mesmo dia, pela manhã, vence o prazo para o Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) analisar a proposta de aumento da tarifa para R$ 3,27.
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Texto e fotos: Alexandre Haubrich / Jornalismo B.








