
Os servidores públicos federais vão lançar campanha salarial unificada, com ato em Brasília, no dia 25 de fevereiro. A manifestação é parte do calendário de mobilização aprovado, por consenso, no encontro que reuniu representantes dos mais variados segmentos do funcionalismo e de praticamente todos os estados do país, nos últimos sábado, 31, e domingo, 1º, na capital federal. As categorias já sinalizam a possibilidade de construção de uma greve nacional no primeiro semestre do ano, caso o governo federal não negocie um acordo com o conjunto dos servidores.
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Mais de 400 servidores participaram da atividade que formou as bases para lançar a campanha salarial unificada, que terá pela frente o desafio de exigir respeito à data-base e enfrentar os ataques a direitos trabalhistas e previdenciários desferidos pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram dois dias de debates em plenário e reuniões de grupo, nos quais os participantes puderam aprofundar um pouco mais as discussões. Realizado no hotel Brasília Imperial, o evento deu continuidade ao seminário realizado em novembro do ano passado, quando os primeiros eixos comuns da pauta de reivindicações foram traçados.
A reunião desse final de semana agregou mais itens às reivindicações, combinando as demandas salariais e mais corporativas à defesa do serviço público e de um atendimento melhor à população. O calendário de mobilizações prevê, além do lançamento da campanha salarial, a realização de três dias de protestos em Brasília, de 7 a 9 de abril, nos quais a proposta de iniciar greve por tempo indeterminado de todo o funcionalismo federal estará em pauta.
Críticas ao governo
Os servidores aprovaram ainda um manifesto, assinado pelas entidades sindicais nacionais do funcionalismo, que contesta as recentes medidas do governo Dilma que atacam direitos previdenciários e trabalhistas. Os trabalhadores veem na política traçada pelo Planalto a clara intenção de atacar os serviços públicos e os trabalhadores em geral. Por isso, o manifesto reafirma a luta contra as privatizações: As mudanças na Previdência são as mais pesadas contra trabalhadores desde as reformas de 1998 na era FHC e de 2003, no governo Lula, e que levou, já no governo Dilma, à privatização da previdência pública através da criação do fundo de pensão para o funcionalismo federal (Funpresp) , diz trecho do documento. O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos federais repudia estas medidas de ajuste fiscal e de ataques aos trabalhadores por parte do governo Dilma e conclama os servidores públicos a fazer uma grande mobilização , convoca em seguida.
Ato nacional no Rio
Também integra o calendário inicial da campanha o ato nacional contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e todas as formas de privatização da saúde. Esse ato acontecerá no dia 6 de março, no Rio de Janeiro, e deverá levar ao deslocamento de representações e caravanas de várias partes do país para a capital fluminense.
A reunião ampliada em Brasília foi organizada pelo Fórum das Entidades Sindicais Nacionais dos Servidores Públicos Federais, do qual participam 28 federações ou sindicatos e três centrais sindicais (CSP-Conlutas, CUT e CTB). O encontro alcançou seu principal objetivo: tecer as bases para a unidade de diferentes segmentos do funcionalismo, superando diferenças nas posições políticas para dar o pontapé inicial na construção da campanha salarial de 2015, em torno de uma pauta que enfrente os ataques do governo e defenda a data-base.
Judiciário e MPU realizaram ato em frente ao STF
Sindicatos dos servidores do Judiciário Federal e do MPU e a Fenajufe, representados na reunião nacional do funcionalismo, levaram a posição aprovada nos fóruns da categoria de apoiar e participar da mobilização conjunta. Aproveitando a presença das diversas entidades da categoria, os servidores do Judiciário e do MPU realizaram, na segunda-feira, 2, um ato em frente ao STF, com mais de 200 servidores, retomando a luta do ano passado pela reposição salarial da categoria, que acumula perdas próximas de 50% nos últimos nove anos.
O Sintrajufe/RS esteve representado na plenária unificada pelo diretor Paulinho Oliveira. Para Paulinho, a presença de mais de 400 servidores, representado todas as categorias do serviço, é bastante representativa da vontade da construção de um luta unificada por parte dos SPFs, que, novamente, assim como ocorreu em 2014, começarão o ano com uma campanha salarial conjunta por reajuste e contra a retirada de direitos. Este último mote foi o que levou a uma panfletagem, no dia 2, na Câmara dos Deputados, exigindo que os parlamentares rejeitem os projetos que ataquem os direitos dos trabalhadores.
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Sintrajufe/RS; com informações de Luta Fenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho








