
Ontem, os diretores do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira e Fagner Azeredo, acompanhados do médico do trabalho Fernando Ribas Feijó, da assessoria de saúde do sindicato, visitaram locais de trabalho onde colegas da Justiça Federal e terceirizados estão fazendo a higienização e a recuperação de processos. Os cerca de 1.700 processos físicos de guarda permanente, criminais, civis públicos, entre outros, foram danificados em 26 de dezembro de 2014, em um alagamento ocorrido no subsolo da subseção de Bento Gonçalves.
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Em torno de 500 processos estão sendo recuperados na cidade de origem; os demais vieram para Porto Alegre, onde foram distribuídos entre o Arquivo da JF, na zona norte, e o Auditório da 1ª Instância. Esses dois últimos locais foram visitados ontem pelo sindicato. Apesar do uso de luvas e máscaras na manipulação dos processos, foi relatado ao sindicato que não houve treinamento para a utilização dos equipamentos de proteção. A temperatura passava dos 40 graus. No Arquivo, à exceção de uma sala, não havia aparelhos de ar-condicionado ligados e se verificou que as janelas estavam lacradas com placas de acrílico, sendo que a única ventilação vinha das portas de acesso dos depósitos. No Auditório, as janelas abertas traziam o calor da rua. Segundo informações de colegas, não foi permitida a utilização do ar-condicionado, sob a justificativa de risco de contaminação do ar central.
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Os dirigentes sindicais manifestaram preocupação com a saúde dos trabalhadores. Segundo eles, há risco de contaminação por agentes biológicos, pois houve contato dos processos com esgoto cloacal e águas pluviais. Segundo o médico do trabalho, vários micro-organismos, como fungos e bactérias, podem continuar vivos, resistindo ao processo de secagem e podendo ser aspirados, entrando em contato com as mucosas e causando danos à saúde.
 
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A informação que chegou ao sindicato é que a administração contatou uma empresa especializada para fazer o trabalho de higienização e preservação das informações dos processos, mas não prosseguiu com a contratação, por ter avaliado que o valor era muito alto. Na avaliação do Sintrajufe/RS, esse trabalho deve ser feito por profissionais especializados, e não à custa da saúde de servidores e de trabalhadores terceirizados. Até que isso seja garantido, a administração deve minimizar, tanto quanto possível, a exposição de colegas e terceirizados a possíveis agentes causadores de doenças e condições inadequadas de trabalhos. Portanto, o sindicato não poupará esforços na cobrança de condições de trabalho adequadas, assim como na garantia dos direitos devidos aos servidores já afetados.
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