Durante esta semana, o Sintrajufe/RS está montando bancas e realizando a distribuição da agenda e do calendário 2015 nos locais de trabalho. Juntamente com os brindes, o sindicato está distribuindo aos colegas uma carta, na qual rememora as dificuldades e conquistas de 2014 e projeta o ano de 2015.
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A percepção clara é de que será um ano de grandes desafios e ataques vindos do governo, haja vista as medidas que já foram tomadas neste início de segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Para responder a isso e à negativa da reposição salarial no ano passado, 2015 precisa ser um ano de ainda mais mobilização e luta, tanto entre os servidores do Judiciário quanto em conjunto com as demais categorias do serviço público federal.
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Leia abaixo a íntegra da carta:
Em 2015, precisamos responder: basta de desrespeito e de arrocho salarial!
O ano de 2015 se inicia apresentando, já em seus primeiros dias, a dimensão dos desafios que serão enfrentados logo adiante. Será um ano de muito trabalho e muita luta, e mais uma vez se impõe a necessidade de união entre os colegas e intensa participação de todos nas atividades e nas mobilizações que a categoria precisará desenvolver neste ano, não apenas para fazer frente aos obstáculos que se projetam, mas também para pavimentar o caminho rumo às vitórias.
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Em 2014, os trabalhadores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul deram um demonstração da sua força, com grandes assembleias e mobilizações que conseguiram barrar o avanço da PEC 59/13 e da proposta de carreiras exclusivas para os tribunais superiores, impedindo a fragmentação da carreira e a retirada de direitos conquistados. Além disso, a categoria promoveu em 2014 o maior Congresso Estadual da sua história, marcado pela participação ativa dos servidores, e decidiu, em plebiscito, pelo fim da filiação do sindicato à CUT, com 82,9% dos votos, avançando no caminho de um sindicato cada vez mais independente e autônomo em relação a governos e patrões. Os avanços não viriam apenas com o esforço da diretoria do sindicato; vieram porque o conjunto da categoria cumpriu com o seu papel, participando das instâncias sindicais e fazendo valer a força da atuação coletiva.
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O ano de 2014 terminou, no entanto, com um sentimento generalizado de grande indignação entre os trabalhadores do Judiciário Federal. Nossa luta por valorização salarial garantiu o envio do PL 7.920/14 ao Congresso Nacional; apesar disso, nossas reivindicações esbarraram na intransigência de um governo que não respeita os trabalhadores e na complacência da cúpula do Judiciário e dos parlamentaresque foram ágeis na aprovação de reajuste apenas para os seus próprios salários. No final, os recursos que supostamente faltaram para a reposição salarial dos servidores foram suficientes para garantir, também, auxílio-moradia de R$ 4.377,73 e gratificação pela acumulação de ofícios para magistrados e procuradores. A presidente Dilma Rousseff ainda encerrou seu primeiro mandato restringindo o acesso a direitos previdenciários dos servidores públicos federais e dos trabalhadores em geral, em nome da austeridade financeira, enquanto manteve benefícios para grandes empresas e multinacionais, bancos e agronegócio.
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Esse contexto indica o tamanho do desafio que se impõe em 2015: nossa luta não se encerrou, e exigirá a máxima unidade entre nós, tanto dentro de nossa própria categoria quanto com o conjunto dos servidores públicos federais e da classe trabalhadora. Nossa tarefa para este ano é construir, por meio da mobilização, o enfrentamento e a resistência aos ataques do governo. Já são nove anos de arrocho salarial. Agora, precisamos transformar novamente a indignação em ação para alterar esse quadro.
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Em 2014, Executivo, STF e Congresso fecharam o acordo: tudo para magistrados, ministros, presidente e parlamentares, e apenas metas e desvalorização para os servidores.
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Em 2015, daremos nossa resposta.








