Na última semana, no dia 20 de novembro, aconteceu na sede do Sintrajufe/RS o XVII Encontro do Núcleo dos Aposentados e Pensionistas do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul (NAF). Com grande participação, o encontro foi construído com uma programação variada, que incluiu momentos de debate político, de reflexão sobre a própria situação pessoal dos aposentados e da terceira idade em geral, e de relaxamento e confraternização.
Na abertura oficial do Encontro, estiveram na mesa o coordenador do NAF Cláudio Rufino, a secretária de Assuntos de Aposentadoria e Pensão Eliana Falkembach Leonardi, e o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, que fez um relato sobre o VII Congresso Estadual do Sintrajufe e lembrou o Dia da Consciência Negra, celebrado na mesma data. Em seguida, o advogado Carlos Guedes, da assessoria jurídica do sindicato, fez esclarecimentos a dúvidas dos presentes sobre diversas questões ligadas à área e de interesse dos aposentados e pensionistas.
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Painel de Conjuntura debateu a situação da dívida pública
Tendo como palestrante o economista Sérgio Kapron, o primeiro painel do dia tratou da conjuntura política brasileira, com foco na questão da dívida pública. Kapron perguntou aos presentes quais temas eles avaliavam serem importantes nesse momento, e foram trazidas as questões da crise entre os Poderes, auxílio-moradia para juízes, debate sobre superávit primário, corrupção na Petrobrás, e as relações internacionais do Brasil.
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O painelista começou falando sobre as eleições, com a morte de Eduardo Campos, a subida de Marina Silva, depois a queda da candidata do PSB e a subida de Aécio Neves, com a posterior vitória de Dilma Rousseff. Os aposentados presentes destacaram como temas fortes na campanha a ideia de mudança, a reforma política, a corrupção e a recessão econômica. Falou-se ainda em crise de representatividade e de legitmidade. O economista ainda demonstrou preocupação com as manifestações de rua pedindo uma intervenção militar no país. Explicou que o não à política é perigoso, e destacou a necessidade de aprofundar a democracia e melhorar a política.
Chegando ao tema da dívida pública, Kapron apresentou gráficos que mostram a grande fatia do Orçamento destinada ao pagamento dos juros da dívida, e explicou que os juros altos aumentam a dívida e aumentam a transferência de renda para o mercado, além de diminuírem o consumo, a possibilidade de investimentos e a oferta de produtos. Por fim, questionou por que o setor empresarial industrial não apoiou o governo quando a taxa de juros foi rebaixada para 7,5%: minha hipótese é de que o balanço financeiro da maior parte das grandes empresas nacionais têm o ‘ganho de juros’. Juro ela ganha sentada. Para ter lucro, precisa contratar trabalhador, precisa produzir, precisa colocar no mercado algum produto , criticou.
Lembrança do Dia da Consciência Negra tem leitura de poemas
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O Encontro teve um momento para lembrar o Dia da Consciência Negra. A funcionária do Sintrajufe/RS Marilise Froes fez uma fala contando a história da data e ressaltando a importância desse dia para as lutas do povo negro. Em seguida, os servidores aposentados Jussara de Oliveira, Euzébio Marcos da Silva e Aunadete Teresinha Negreiros Machado fizeram a leitura de três poemas sobre o tema: Não vou mais lavar os pratos , de Cristiane Sobral; Encontrei minhas raízes , de Oliveira Silveira; e Resgate , de Alzira Rufino.
Eleição da nova coordenadoria do NAF
Durante o Encontro, foi eleita por aclamação a nova coordenadoria do NAF, que fica composta da seguinte forma: Eliana Falkembach Leonardi e Iria Maria Edinger, como coordenadoras titulares, e Cláudia da Silva Rufino e Luiza Secco como suplentes.
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Antes da eleição, foi feita uma homenagem à servidora aposentada Dolores Emanuel, de São Leopoldo, pelo empenho nas atividades do Núcleo.
Palestra aborda saúde dos idosos
A última palestra do Encontro tratou da saúde na terceira idade, e teve como painelista o geriatra Newton Luiz Terra, PhD e diretor do Instituto de Geriatria e GerontologiaIGG/PUCRS. O médico fez questão de ressaltar que o envelhecimento é um processo natural, e que esse não deve ser motivo de preocupação. Lembrou ainda que há um crescimento da população idosa no Brasil, graças a melhorias na qualidade de vida nas últimas décadas e à redução no número de filhos nas famílias. E esse não é um processo exclusivo do Brasil: de acordo com ele, uma projeção da Organização Mundial de Saúde diz que em 2050 teremos, pela primeira vez, uma população mundial com mais idosos do que jovens.
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O médico explicou que, para uma melhor qualidade de vida na velhice, alguns fatores influenciam. Numericamente, a medida que apresentou é a seguinte: 30% herança genética, 20% ambiente, 50% estilo de vida. Ele destacou ainda a importância de aspectos físicos, psicológicos e sociais na busca por um envelhecimento sadio, com qualidade de vida: é preciso cuidar da saúde física, mental, social e espiritual, ressaltou.
O Encontro foi encerrado com uma aula de dança seguida por coquetel, marcando a confraternização entre os integrantes do núcleo.
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