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A 1ª Marcha Zumbi dos Palmares Independente, Classista e de Luta foi construída a partir de divergências entre os movimentos participantes de mobilizações anteriores. Onir Araújo, da Frente Quilombola, explicou, durante a manifestação, que esse processo “surge como uma resposta à descaracterização da marcha do 20 de novembro aqui no Rio Grande do Sul. Nós tivemos um balanço muito negativo do que foi a sétima marcha, no ano passado, um processo de descaracterização do caráter de luta que significa o 20 de novembro, várias atitudes antidemocráticas, desrespeitosas por parte de setores do próprio movimento social negro, ligados umbilicalmente ao governo e ao Estado. Descaracterizou-se a marcha, transformando ela num palanque partidário e distante das demandas concretas do nosso povo. Então nós optamos por construir horizontalmente essa marcha, a partir dos ataques que o nosso povo sofre na periferia”, afirmou ao site Jornalismo B.
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A manifestação teve início na Praça da Matriz, onde a placa com o nome da Rua Duque de Caxias foi adesivada com uma nova titulação: Rua Lanceiros Negros. A mesma ação foi repetida mais tarde, na placa de identificação da Avenida Loureiro da Silva. Foi para esta avenida, em frente ao Largo Zumbi dos Palmares, que as centenas de ativistas que participaram da marcha seguiram quando o dia começava a acabar.
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Com cânticos e falas de lideranças contra o genocídio da juventude negra, com batucada e com faixas, homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, desceram a Marechal Floriano Peixoto e chegaram à Loureiro. Ali foi realizada a principal ação da mobilização do 20 de novembro em Porto Alegre: 83 pessoas em uma roda, de mãos dadas; ao fundo, o canto de “ele é guerreiro, é libertário, negro fujão”. Alguns corriam para dentro da grande roda e, a cada batida mais forte do tambor, um tombava. No final, eram 83 corpos no chão, lembrando os 83 jovens negros assassinados a cada dia no Brasil. No entorno desses corpos foram pintadas silhuetas no asfalto, deixando registrada na rua, para que não se possa esconder, a violência contra o povo negro.
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Fazendo uma saudação durante a manifestação, o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira relatou que, cumprindo determinação do VII Congresso Estadual do Sintrajufe/RS, o sindicato irá cobrar dos tribunais que implementem ações afirmativas nos concursos do Judiciário Federal no RS, e convidou o movimento negro para participar também dessa luta, ajudando a fazer pressão nos tribunais para que a pauta da democratização do acesso ao serviço público avance.
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Sintrajufe/RS, com informações do Jornalismo B.
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Texto e fotos: Alexandre Haubrich.








