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Menezes explicou que o que ocorre com o Funpresp é a transferência da segurança previdenciária para o mercado financeiro. A justificativa do fundo é garantir previdência segura e gerar desenvolvimento, mas, para o palestrante, “não há nem uma coisa, nem outra”. Conforme ele relatou, os fundos de pensão anteriores eram de benefícios definidos, e isso acabou. “O que temos agora são fundos de contribuição definidaeu sei quanto pago, mas não sei quanto vou receber”, criticou.
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O professor da Ufal lembrou que os fundos de pensão aplicam a maior parte do que arrecadam em ações e títulos públicos, e que o Funpresp mantém aberta a possibilidade de aplicação em derivativos, classificados por Menezes como “o tipo de investimento mais perigoso que existe”.
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O professor destacou ainda o aumento da dívida pública, e demonstrou preocupação com o atrelamento da previdência a essa dívida e ao capital financeiro. Essa preocupação acabou se tornando o ponto central de sua palestra, já que é a partir dela que Menezes entende que se coloca em risco a solidariedade de classe entre os trabalhadores. Conforme explicou, o que pode acontecer podem se construir interesses contraditórios entre trabalhadores vinculados e não vinculados ao Funpresp: “Se uma parte dos servidores aderir ao fundo, teremos problemas no futuro. Os que estiverem no fundo vão precisar que o Estado aumente juros e se comprometa com o pagamento da dívida. É o fim da solidariedade de classe. Parte dos servidores vai dizer: ‘arroche meu salário, mas pague a dívida'”.
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Para Menezes, não é apenas a previdência, mas um conjunto de medidas que traz retrocesso ao que foi conquistado nas lutas, e sindicatos comprometidos com o governo dificultam ainda mais a derrubada desses obstáculos. Ele enxerga os direitos sociais cada vez mais vitimados, e os servidores públicos cada vez mais atacados, e aponta um único caminho possível: “Somente construindo a unidade entre os trabalhadores podemos reverter esse cenário”.








