Duas semanas após as eleições, o tom da conversa e da avaliação do ministro Ricardo Lewandowski sobre o reajuste salarial mudou. Pela primeira vez, o presidente do Supremo Tribunal Federal disse aos servidores ser possível que apenas os projetos salariais de juízes e procuradores sejam aprovados no Congresso Nacional.
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O presidente do STF afirmou, no entanto, que não desistiu de buscar a negociação e que defende uma solução igualitária para juízes e servidoresem momento algum, porém, disse que não permitiria aumento só para magistrados. Ao se queixar que o tribunal tenta há uma semana, sem sucesso, falar com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, incumbido pelo governo de tratar do assunto com o Judiciário e o MPU, acabou revelando que, na prática, as negociações não estão acontecendo. Afirmou que agora irá pessoalmente buscar uma nova conversa com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Não sinalizou, porém, quando isso poderia ocorrer.
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STF fala em mais parcelas
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Segundo Lewandowski, o diretor-geral do STF, Amarildo Vieira, estuda alterações no projeto para facilitar a negociação. Tais mudanças não foram negociadas com a Fenajufeo ministro disse para os servidores procurarem Amarildo para avaliar se concordam ou não com a versão do projeto que está sendo preparada. Elas seriam focadas em um parcelamento maior da proposta, em quatro ou cinco anos, e em possível rebaixamento do impacto em 2015.
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Nem em termos como esses, porém, demonstrou confiança de haver boas perspectivas de avanços. Chamou atenção o fato de o ministro, como nos demais encontros com os servidores, não ter feito uma única referência ao corte orçamentário e à quebra da autonomia entre os poderes por parte do governo Dilma Rousseff (PT). Ao se negar a ir para o confronto com o governo, Lewandowski se afasta dos servidoresque fazem reunião ampliada da Fenajufe no dia 30 de novembro tendo como desafio preparar um novo calendário de mobilizações contra o congelamento salarial e a eventual articulação de uma saída que só vê inflação e perda de poder de compra para os do andar de cima. O Sintrajufe/RS, juntamente com sindicatos de outros estados, havia realizado esforços para que a reunião ampliada ocorresse anteriormente, ainda durante a disputa do segundo turno das eleições, mas o pedido foi cancelado por dois dirigentes da Fenajufe.
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O diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira avalia o resultado da reunião: “Não bastasse a concessão do auxílio-moradia para a magistratura, é uma vergonha que o STF cogite reposição apenas para juízes, ignorando os oito anos de perdas acumuladas para a nossa categoria. Não podemos aceitar que o Poder Judiciário siga de joelhos para o Executivo”.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho; com informações do Sindjus/DF.








