SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Sintrajufe/RS participa de ato dos servidores do MPT contra auxí­lio-moradia de magistrados e procuradores

Na tarde de hoje, os diretores Cristiano Moreira e Ruy Almeida representaram o Sintrajufe/RS em ato público no qual os servidores do Ministério Público do Trabalho (MPT) protestavam contra o auxí­lio-moradia para magistrados e procuradores. Os dirigentes ressaltaram que há muitas pautas comuns unindo as categorias do Judiciário Federal e do MPT.


Nas manifestações durante a atividade, os servidores mostraram indignação com a aprovação, pelo STF, do auxí­lio-moradia em valores que podem chegar a R$ 4.377,73. Foi afirmado que a medida pode ser legal, mas é imoral e mostra que magistrados e procurados desconhecem a realidade dos servidores e dos trabalhadores brasileiros. O delegado regional da Associação dos Servidores do MPT/RS, Luis Bauer, ao saudar os presentes e agradecer o apoio do Sintrajufe/RS, disse que é preciso denunciar os privilégios de órgãos que deveriam auxiliar a implantar a igualdade, mas que, ao contrário, ajudam a aprofundar a desigualdade.

Cristiano falou sobre os projetos de lei que tratam do reajuste dos servidores do Judiciário e do MPU, que estão parados no Congresso. Estamos cansados de ouvir o discurso de que há crise e falta de verbas, quando sabemos que isso serve só para nós, servidores , afirmou, lembrando que 42% do orçamento da União são destinados a banqueiros para o pagamento dos juros da dí­vida pública. Não temos outro caminho: é preciso derrotar a polí­tica de desvalorização e lutar, lutar juntos , concluiu.

Sem luta a gente não conquista , afirmou Ruy, ao lembrar que a mobilização dos servidores do Judiciário, em 2014, barrou a PEC 59/13 e avançou na questão da reposição salarial. Por esse motivo, disse, essa mobilização continua no próximo perí­odo, não apenas para recuperação das perdas salariais, que chegam a quase 50%, mas para manter os direitos dos servidores.