SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Concessão de auxí­lio-moradia a juí­zes federais pode beneficiar magistrados de todo o paí­s


 
Na semana passada, o ministro do STF Luiz Fux deferiu liminar para estender o auxí­lio-moradia aos juí­zes federais. Em ofí­cio encaminhado no dia 17 ao presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, Fux esclareceu que a intenção é, de fato, estender a vantagem a todos os magistrados.

 
Atualmente, têm direito a auxí­lio-moradia ministros do STF, do STJ, conselheiros do CNJ e juí­zes estaduais de 18 estados e do Distrito Federal e membros do Ministério Público, desde que não possuam residência oficial ou imóvel funcional no local de trabalho. Esse foi um dos argumentos de Fux para estender o benefí­cio imediatamente à magistratura federal.

 
Lewandowski questionou Fux sobre a abrangência da decisão. Com ofí­cio encaminhado ao presidente do CNJ, Fux sinaliza que pretende que todos os estados incluam auxí­lio-moradia como benefí­cio aos magistrados. Segundo ele, a decisão é aplicável a todos os ramos do Judiciário, o que pode ser avaliado pelo CNJ na regulamentação da matéria. Segundo o CNJ, há, no Brasil, 17 mil magistrados, além de 82 ministros dos tribunais superiores.

 
Logo após o deferimento da liminar, a Associação dos Magistrados Brasileiros ajuizou ação no STF pedindo garantia de auxí­lio-moradia aos magistrados dos oito estados que ainda não o recebem, e também aos da Justiça Militar. O mesmo movimento foi feito pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho.

 
A decisão de Fux precisa ser referendada pelo plenário e caberá ao CNJ regulamentar a questão, de acordo com a decisão. Até lá, os juí­zes federais receberão, no máximo, R$ 4.377,73 de auxí­lio (valor a que têm direito os ministros do STF). Para que o benefí­cio seja estendido a todo o Judiciário, ou o CNJ regulamenta a matéria ou Fux defere uma liminar em cada ação, uma vez que é o relator no Supremo.

 
Como fica evidente, o presidente do STF, Lewandowski, está empenhado em buscar atender às pautas dos magistrados. No entanto, até o momento, não houve sequer um movimento concreto para a solução da reposição dos servidores, que já acumulam quase 50% de perdas salariais. Basta de enrolação! Os servidores exigem de Lewandowski que negocie com o governo Dilma e que, para isso, se empenhe tanto quanto o faz para atender à magistratura.

 
Com informações de O Estado de São Paulo