SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Toffoli lava as mãos e diz para servidores “conversarem com parlamentares”

Vocês têm que conversar com os parlamentares. Essa foi a resposta dada pelo presidente do TSE, Dias Toffoli, ao ser questionado por servidores sobre o reajuste salarial da categoria. Os servidores reivindicam que o ministro defenda a autonomia orçamentária do Poder Judiciário, exigindo que Dilma Rousseff (PT) libere os recursos necessários para o reajuste salarial. Os recursos estavam no orçamento do Poder Judiciário para 2015, mas foram cortados pelo Executivo.

A cobrança feita pelos servidores aconteceu na sede do TRE-SP, na manhã desta sexta-feira, 5, onde o ministro palestrou por ocasião do encerramento de um curso sobre Direito Eleitoral no tribunal de São Paulo. Inicialmente, Toffoli se negou a conversar com representantes da categoria, alegando estar ali como convidado, e não como presidente do TSE. Mas o barulho e a pressão com o protesto que era realizado na entrada do TRE-SP o fizeram mudar de ideia.

Os servidores se concentraram na entrada do prédio desde 10h30min. Junto ao som de tambores e apitos, os discursos denunciaram a submissão do Judiciário ao Executivo. Ao chegar, o ministro recebeu um documento contendo as reivindicações salariais da categoria e pleitos dos servidores da Justiça Eleitoral: isonomia entre os chefes de cartório, melhores condições de trabalho e abertura de concurso para o segmento.

Na avaliação de servidores, a resposta do presidente do TSE à reivindicação salarial tenta desviar o foco do que é essencial: é necessário um acordo entre os poderes para viabilizar o reajuste da categoria. Com anos de experiência em gestões junto a parlamentares, Antonio Melquí­ades, diretor do Sintrajud/SP, destaca que todos os deputados e senadores dizem apoiar o pleito dos servidores, mas afirmam que a aprovação do PL depende da Dilma . Adilson Rodrigues, coordenador-geral da Fenajufe que esteve com o ministro, afirmou: Quem cortou o orçamento foi o Poder Executivo, que é o responsável pelo desrespeito à autonomia do Poder Judiciário. Queremos que o ministro atue e atue logo .

A resposta não trouxe alí­vio à categoria, mas ela só existiu pela pressão dos servidores. A audiência foi uma vitória do ato , avaliou Raquel Morel Gonzaga, diretora do Sintrajud/SP, que também esteve com Toffoli. Dessa situação conclui-se: somente com pressão os servidores terão um resultado positivo desta luta.

Fonte: Sintrajud/SP; foto: Ennio Brauns