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O curso abordou a origem e o papel histórico dos sindicatos, concepções sindicais na história, histórias dos sindicatos e centrais sindicais, entre outros temas. Ao falar da trajetória do sindicalismo no mundo, Giannotti destacou a importância da greve como busca pelos direitos. Lembrando que os direitos de hoje só foram conquistados com luta, ele explicou: “os operários reclamavam, mas não mudava nada. Alguns rezavam, mas não mudava nada. Qual foi a forma de mudar? Com greve”.
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O palestrante retomou a história da luta pela redução da jornada de trabalho até que se chegasse às oito horas legais hoje na maior parte do mundo. Conforme ele narrou, foi uma história de luta e resistência, apesar da repressão e da criminalização dos trabalhadores mobilizados.
Explicando a trajetória das centrais sindicais brasileiras, Giannotti criticou a CUT: “a CUT nasceu como uma central de luta, hoje não é mais”. Ele propôs uma divisão das centrais em três grupos: as “filhas da CUT” (aquelas centrais que até pouco tempo eram parte da Central única dos Trabalhadores), a Força Sindical (a quem chamou de filha de Fernando Collor e da Federação das Indústrias do Estado de São PauloFiesp), e uma série de pequenas centrais nascidas, segundo ele, simplesmente para receberem o imposto sindical.
Giannotti fez questão de ressaltar em diversos momentos o papel político dos sindicatos, para além da busca por questões puramente vinculadas às pautas específicas das categorias representadas. Para ele, a função dos sindicatos é dupla: buscar as necessidades econômicas da categoria que representa e, ao mesmo tempo, construir consciência e mobilização para transformar a sociedade como um todo.








