
Sessão da CFT não teve quórum; diretor-geral do STF diz que tratará do projeto salarial com Lewandowski; servidores preparam greve nacional
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A sessão da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara (CFT) desta quarta-feira foi suspensa por falta de quórum. Apenas dez deputados assinaram presença, quando eram necessários 17 para que os trabalhos fossem iniciados. Com isso, o PL 6.613/09, de revisão salarial dos servidores do Judiciário Federal, que estava na pauta, não foi apreciado.
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Não houve quórum por conta de uma orientação do governo Dilma, que determinou que sua base parlamentar não instalasse as comissões. Foi o que informou o presidente da CFT, Mário Feitoza (PMDB-CE), ao coordenador da Fenajufe Adilson Rodrigues e ao dirietor do Sintrajud/SP Antônio Melquíades, que foram à comissão defender a proposta salarial. Os dirigentes sindicais conversaram com o presidente da comissão e solicitaram posicionamento favorável dele para pautar e aprovar o projeto.
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O problema é que o governo é contra
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Nesta semana, o Congresso Nacional faz um esforço concentrado de funcionamento, já que está em recesso branco por conta das eleições de outubro. Mas o esforço não parece ser para valer. O relator do PL 6.613/09, deputado João Dado (SDD-SP), que na véspera já adiantara, por meio da assessoria, que o governo não permitiria a votação, não conseguiu nem debater o assunto na comissão, como disse que pretendia.
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Não havia grande expectativa em torno da possibilidade de votação. No entanto, foi possível observar, mais uma vez, que a posição do governo não mudou. O único problema que tem é que o governo é contra e com certeza ele vai retirar de pauta. O único impedimento é que o governo é contra , disse, no início da semana, Érika Ferraz, assessora legislativa de João Dado.
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O parecer que está na CFT é favorável à aprovação do projeto, mas não considera o texto substitutivo entregue ao relator pelo então diretor-geral do STF, Miguel Fonsecajá substituído por Amarildo Oliveira, escolhido para o cargo pelo ministro Ricardo Lewandowski, futuro presidente do STF. O parecer de João Dado refere-se ainda ao texto original, anterior à lei que reajustou os salários em 15,8%, em três parcelas, arrancada na greve conjunta dos servidores federais de 2012.
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Diretor-geral irá se reunir com presidente
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Os servidores querem que Lewandowski defenda a proposta de texto substitutivo acordada entre os tribunais superiores e a Fenajufe na mesa de negociação. O novo diretor-geral disse a Adilson e Melquíades que, ainda hoje, irá se reunir com o ministro para apresentar relatório sobre uma série de demandas, entre elas o projeto salarial. Segundo informou Amarildo, é a partir daí que Lewandowski vai definir a forma com que atuará.
Nesta quinta, é dia de paralisação de 24 horas, com ato às 14h, em frente à JF Â
Para acelerar esse processo e pressionar para que não se repita o que ocorreu nos anos anteriores, quando o governo mexeu nas previsões orçamentárias do Judiciário, os trabalhadores preparam nova greve nacional para a segunda quinzena de agosto. Amanhã, haverá ato conjunto em Brasília, em frente ao Supremo; no RS, a categoria fará paralisação de 24 horas, com ato público em frente à 1ª Instância da Justiça Federal, às 14h. No sábado, 9, acontece a reunião ampliada da Fenajufe, que terá como ponto central de pauta a greve e a luta pelo projeto salarial.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: Hélcio Duarte Filho, LutaFenajufe Notícias








